O Real Madrid é campeão espanhol pela 34ª vez na história, e somente a segunda nos últimos oito anos. Demonstrando uma eficiência impressionante desde o retorno do futebol após a paralisação por conta da pandemia, o time ultrapassou o Barcelona e se manteve no topo sem ser ameaçado, impedindo o tricampeonato do rival. A conquista foi confirmada nesta quinta-feira com um triunfo por 2 a 1 sobre o Villarreal.
Ainda que não tenha apresentado um futebol dos mais vistosos, o time de Zinedine Zidane venceu todos os seus dez jogos em LaLiga depois da volta do futebol no país – dos últimos sete triunfos, cinco foram por um gol de diferença, com a equipe chegando a engatar três 1 a 0 em sequência, diante de Espanyol, Athletic Bilbao e Getafe.
Por falar no técnico, que faz sua primeira temporada completa desde o retorno ao cargo, ele foi um dos grandes responsáveis pelo título.
Primeiramente, por conta da solidez defensiva. Os merengues são o time menos vazado da competição, com apenas 23 gols sofridos, três a menos do que o Atlético de Madrid, que teve a melhor defesa da competição em seis das últimas sete edições do Espanhol. A última vez que o Real foi o melhor na estatística ocorreu em 2008, quando levou 36 gols. A linha defensiva é a mesma que fez o Real ser tricampeão da Champions League.
O capitão Sergio Ramos, além da importância na retaguarda e de ser um líder dentro de campo, também contribuiu enormemente no ataque, sendo que tem dez gols na competição, o recorde de sua carreira e que o faz ser o segundo principal artilheiro do time na competição. Metade dos tentos veio depois da volta do futebol.
No meio de campo, além do já conhecido trio formado por Casemiro, Kroos e Modric, que continuam sendo fundamentais, principalmente o brasileiro e o alemão, Federico Valverde deixou de ser uma promessa para se estabelecer como uma das figuras mais importantes do elenco. O jogador de 21 anos é o oitavo que mais minutos disputou pelo Real em 2019-20.
Valverde é o mais consolidado de diversos jovens promissores no plantel merengue. Vinicius Jr. fez mais uma boa temporada, aparecendo em momentos importantes (como o gol que abriu o placar na vitória por 2 a 0 sobre o Barcelona no Santiago Bernabéu). Rodrygo também teve boa contribuição em sua primeira campanha no clube.
Se Vinicius Jr. já vinha atuando com frequência antes de Zidane retornar, o treinador foi responsável pela utilização de Rodrygo e de dar muito mais espaço ao uruguaio.
O trio acima mencionado e Brahim Díaz foram os quatro jogadores de até 21 anos usados por Zidane neste Espanhol e totalizaram para 4132 minutos em campo na competição. A participação dos jovens foi quase quatro vezes maior do que os 1080 minutos dos únicos dois atletas sub-21 utilizados na última conquista na competição, em 2016-17.
Vale mencionar que na atual edição Brahim Díaz esteve em campo por apenas 30 minutos, enquanto que na campanha de três anos atrás, Álvaro Tejero jogou por apenas dois minutos.
Por fim, Benzema foi o protagonista no ataque, sendo atualemnte o vice-artilheiro na competição, com 21 gols, dois a menos do que Messi, além de ser fundamental na criação de jogadas. São oito assistências para o francês.
Com uma defesa sólida, um protagonista no ataque e um time eficiente no retorno do futebol após a paralisação por conta da pandemia, o Real volta a estar no topo da Espanha após três anos de espera.
