Clemens Tönnies renunciou ao cargo de presidente do Schalke 04, o qual ocupava havia 19 anos. O anúncio veio nesta terça-feira após uma temporada com diversas polêmicas por parte do empresário de 64 anos e de um segundo turno catastrófico do time de Gelsenkirchen em campo.
Primeiramente, durante um evento realizado em Paderborn, na Alemanha, o dirigente deu uma declaração racista ao se referir ao aumento de impostos para combater as alterações climáticas. O dirigente sugeriu que o dinheiro seria melhor usado para financiar energia elétrica na África para que “os africanos parassem de cortar árvores e fazer bebês durante a noite”.
Recentemente, o frigorífico dele registrou mais de 1500 funcionários testando positivo para COVID-19. A empresa, que é a maior do ramo na Alemanha, conta com 6500 empregados. Conforme publicou a rede DW, houve protestos em frente à sede da empresa, no distrito de Gütersloh.
O impacto da pandemia também trouxe uma polêmica diretamente ligada ao Schalke. Os Azuis Reais lançaram uma campanha para que seus torcedores não pedissem o reembolso do valor dos ingressos para os jogos que viriam a ocorrer sem público. O problema se deu quando o clube falou em pedir uma justificativa para detalhar exatamente o motivo de quereram a devolução.
A repercussão negativa fez o Schalke desculpar-se, e o diretor de finanças, Peter Peters, pediu para deixar o cargo, o que ocorre nesta terça-feira, após 27 anos no clube.
Depois disso, o clube demitiu 24 motoristas de ônibus do clube, conforme publicou o Westdeutsche Allgemeine Zeitung.
Todas estas situações vieram acompanhadas de um desempenho muito ruim no segundo turno da Bundesliga, fechado a competição com 16 rodadas sem vencer (dez derrotas e seis empates) – o último triunfo ocorreu em 17 de janeiro. Foi a segunda pior campanha da metade final da competição.
A equipe terminou na 12ª colocação com 39 pontos, oito a mais do que o Werder Bremen, que terá de jogar a repescagem. Na última rodada, o time de Gelsenkirchen perdeu por 4 a 0 do Freiburg.
