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Após pagar mais de R$ 3 milhões ao Atlético-MG, Cicinho ataca e é rebatido por vice: 'Deveria agradecer'

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Vice do Atlético-MG rebate Cicinho após ex-jogador acusar 'falta de honestidade' do clube: 'Pare de falar besteira!' (2:45)

O ex-lateral Cicinho revelou que perdeu uma disputa judicial com o Atlético-MG e teve que pagar mais de R$ 3 milhões ao clube, em entrevista concedida a Jorge Nicola, comentarista dos canais ESPN (2:45)

O ex-lateral Cicinho revelou que perdeu uma disputa judicial com o Atlético-MG e teve que pagar mais de R$ 3 milhões ao clube, em entrevista concedida a Jorge Nicola, comentarista dos canais ESPN. Vice-presidente alvinegro, Lásaro Cândido da Cunha rebateu as afirmações.

"Ano passado, perdi uma ação para o Atlético-MG, porque tinha uma cláusula que eu tinha que ter notificado caso eu saísse do clube, e tive que pagar R$ 3 milhões. Nunca ganhei dinheiro do Atlético-MG. Joguei três anos, e todo dinheiro que ganhei tive que pagar numa ação judicial. Se não, penhorava bens meus”, disse ele, admitindo torcer contra o clube

“Nada contra o torcedor, mas quanto ao clube, é uma memória que não é agradável para mim. Ficou essa falta de honestidade do clube, que perdeu um dinheiro para o banco Axial, e eu que tive que pagar. Tudo isso foi resolvido. Também não guardo mágoa, mas também torço para que não se dê bem o Atlético-MG”, completou Cicinho.

O ex-atleta revelou que teve que pagar R$ 3 milhões pela dívida e mais R$ 300 mil pelos honorários do advogado do Atlético para evitar a penhora dos bens. O pagamento foi feito da seguinte forma: R$ 1,8 milhão à vista e o restante dividido em três parcelas de R$ 500 mil.

“O Atlético-MG nunca me pagou R$ 1, tudo que me pagou, paguei em dobro. Um clube que não tenho carinho nenhum, prazer nenhum. Tenho pelos torcedores, pelo time, fantástico. Mas diretoria, tudo esses negócios, não me agrada não", completou Cicinho.

A resposta do Atlético-MG

O Atlético-MG se pronunciou sobre o caso através de seu vice-presidente, que também é advogado – não foi ele que esteve envolvido na disputa. Segundo Lásaro Cândido, Cicinho “falou muita bobagem” e, no período que defendeu o clube, “deu prejuízo”.

"Cicinho jogou aqui até 2003, entrou na Justiça e conseguiu a liberação. Só que Atlético e Cicinho tinham contrato com a Axial. Na época, a empresa tinha 50% dos direitos econômicos do jogador. A empresa processou os dois, e ambos foram condenados em torno de R$ 18 milhões. Nós pegamos a ação no fim. Nós coordenamos uma tentativa de composição, conseguimos com a Axial reduzir para R$ 9 milhões”, iniciou o dirigente.

“Mas o Cicinho não participou do acordo, ficou lá escondido. O Atlético, então, o processou. O valor da dívida dele do pacote era pouco mais de R$ 10 milhões. Oferecemos oportunidades: fizemos descontos e ele pagou R$ 3 milhões. Ele deve agradecer ao Atlético, porque facilitou a vida dele. Negociou condições excepcionais. O advogado, claro, recebeu os honorários.”

“Pare de falar besteira, Cicinho. A recordação é péssima, você deu prejuízo ao Atlético e deveria agradecer”, encerrou o vice sobre Cicinho, que chegou ao clube mineiro em 2001, fez 96 jogos com a camisa alvinegra, marcando sete gols.

Após deixar o Galo na Justiça, o lateral se transferiu para o São Paulo, em 2003.