Para boa parte dos dirigentes dos principais clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, um pedido de salário de R$ 370 mil por mês para um jogador não soa como exorbitante. Ainda que seja realidade de uma minoria no futebol, no mais alto nível, o valor fica mais comum.
Na Premier League, campeonato que retorna nesta quarta-feira, com cobertura dos canais ESPN, a quantia é uma “pechincha”. Em meio a orçamentos bilionários, somente um clube paga em média esse valor a seus atletas – e hoje ele briga na parte alta da classificação.
A façanha é do Sheffield United, que nesta quarta encara o Aston Villa, às 14h (de Brasília), ao vivo e exclusivo, na ESPN Brasil e do ESPN App. O time recém-promovido da Championship, segunda divisão inglesa, é sétimo colocado na Premier League e hoje iria à Liga Europa.
A equipe supera, por exemplo, Tottenham (oitavo lugar) e o Arsenal (nono), dois clubes que estão entre os maiores faturamentos de toda a Europa – em 2018/19, os times fizeram, respectivamente, 521 milhões de euros (R$ 3 bilhões na cotação atual, oitavo maior registro do continente, segundo a Deloitte) e 445,6 milhões (R$ 2,6 bilhões, o 11º no geral).
Em relação a salários, nenhum outro clube da Premier League paga tão pouco quanto o Sheffield United, segundo números compilados pela “Sporting Intelligence”, em seu levantamento anual sobre pagamentos no esporte. Em um ranking que inclui clubes da NBA, NFL, MLB e até de China e Japão, o clube é só o 215º em gastos – o Barcelona lidera.
Segundo o estudo, o Sheffield paga, em média, 14 mil libras por semana (pouco mais de R$ 92 mil) para cada um de seus jogadores – reforçando, em média, jogadores ganham mais ou menos que isso. Mensalmente, o custo por atleta ficaria entre R$ 370 mil e R$ 400 mil.
Na Premier League, os maiores gastos com salários na temporada, são dos dois rivais de Manchester, com o City acima do United. Os clubes pagam, respectivamente, 134,3 mil libras (R$ 885 mil) e 117,8 mil libras (R$ 776 mil) por semana a seus jogadores, entre nove e oito vezes mais do que o Sheffield. Mensamente, as médias extrapolam R$ 3 milhões por atleta.
Apesar da disparidade salarial, apenas dois pontos separam o Sheffield do Manchester United, quinto colocado e na briga por uma vaga na próxima Champions League – entre eles, está o Wolverhampton, que tem só a 12ª maior folha da Inglaterra segundo a Sporting Intelligence.
Na comparação com Tottenham e Arsenal, dois clubes que supera na classificação, o Sheffield também gasta muito menos. Os Gunners têm a quarta colocação no tamanho da média de salários por jogador, atrás também do Liverpool; enquanto os Spurs estão no sétimo lugar.
O Arsenal paga aproximadamente 92 mil libras semanais (R$ 606 mil) a cada um de seu elenco, entre os 50 maiores registros do ranking geral da Sporting Intelligence. O Tottenham, por sua vez, 76 mil libras (R$ 500 mil), superando, por exemplo, qualquer time da NFL no quesito.
