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Só 10 jogadores custaram mais de 100 milhões de euros até hoje; maioria não empolga no novo clube

Até hoje, só 10 jogadores foram negociados por um valor superior a 100 milhões de euros em toda a história.

Nessa seleta lista, porém, é difícil apontar transferências que realmente valeram a pena, com o investimento sendo totalmente justificado.

A realidade é totalmente contrária: sete dos 10 mais caros da história não empolgam em seus novos clubes - pelo menos até o momento.

Veja abaixo a lista:

1. Neymar (Paris Saint-Germain): 222 milhões de euros
2. Kylian Mbappé (Paris Saint-Germain): 145 milhões de euros
3. Philippe Coutinho (Barcelona): 145 milhões de euros
4. João Félix (Atlético de Madrid): 126 milhões de euros
5. Ousmane Dembélé (Barcelona): 125 milhõess de euros
6. Antoine Griezmann (Barcelona): 120 milhões de euros
7. Cristiano Ronaldo (Juventus): 117 milhões de euros
8. Paul Pogba (Manchester United): 105 milhões de euros
9. Gareth Bale (Real Madrid): 101 milhões de euros
10. Eden Hazard (Real Madrid) 100 milhões de euros

Entre os nomes, uma das maiores decepções é Philippe Coutinho, que foi contratado a peso de ouro pelo Barcelona do Liverpool, mas fracassou em sua rápida passagem pelo Camp Nou e acabou repassado ao Bayern de Munique (que, por sua vez, já deixou claro que não quer contratá-lo em definitivo). O Barça, inclusive, já aceita levar prejuízo para negociá-lo com outra equipe.

O português João Félix, genial nos tempos de Benfica, demonstrou apenas lampejos até agora no Atlético de Madrid. No último domingo, aliás, ele sequer foi relacionado para o jogo contra o Athletic Bilbao, já que estava lesionado. Até o momento são seis gols e três assistências em 28 partidas pelo Atleti, algo muito aquém do que se esperava para uma compra tão festejada.

Ousmane Dembélé é outro fracasso retumbante no Barcelona. Trazido para ser o "novo Neymar", depois que o original foi vendido ao PSG, também teve lampejos aqui e acolá, mas, na maior parte do tempo, acabou sendo lembrado por seus atos de indisciplina fora de campo, pelos atrasos para os treinos e pelos infinitas lesões, que praticamente já sepultaram sua passagem pelo Camp Nou.

Antoine Griezmann, por sua vez, é muito diferente de Dembélé. Atleta exemplar, bom de grupo e que não gera problemas extracampo. No entanto, seu futebol não encaixou como se esperava com Lionel Messi e Luis Suárez na linha de frente blaugrana, e, desde que foi contratado, ele passa muito longe de apresentar o mesmo futebol vistoso e goleador dos tempos de Atlético de Madrid.

No Manchester United, Paul Pogba também pouco justificou o pesado investimento feito para tirá-lo da Juventus. Apesar de ter jogado bem em certos momentos, nos últimos anos o francês chamou mais a atenção pelas lesões e pelo corpo mole. A diretoria também não engole seu empresário, Mino Raiola, que claramente quer tirá-lo de Old Trafford e pode estar por trás do "apagão" do craque.

Já no Real Madrid, Gareth Bale até foi importante quando foi contratado do Tottenham. Com sua explosão em velocidade e seu potente chute de perna esquerda, fez muitos gols e ajudou os merengues a empilharem troféus de Champions. Só que, de dois anos para cá, ele mal joga por estar sempre lesionado (além de jamais demonstrar qualquer vontade de estar em campo, preferindo jogar golfe). Ao mesmo tempo, o Real tem dificuldades em se livrar do galês, já que o atacante ganha um salário nababesco, que afasta o interesse de outros clubes em tirá-lo do Santiago Bernabéu.

Por fim, Eden Hazard pouco mostrou em Madri desde que foi comprado do Chelsea. Em Stamford Bridge, ele era o "motor" do time, e ganhou diversos títulos com os Blues, com um futebol de encher os olhos. Desde a ida para a Espanha, porém, jamais conseguiu estar no peso certo, e teve duas lesões graves, tendo até que ser operado após a segunda. Agora, tentará reencontrar seu jogo.

Por outro lado, as exceções são Neymar e Kylian Mbappé, no Paris Saint-Germain, e Cristiano Ronaldo, na Juventus. Eles são os principais nomes das linhas de frentes de seus times, e fazem gol atrás de gol, sendo, ano após ano, concorrentes à Chuteira de Ouro na Europa. Até agora, porém, nenhum deles conseguiu vencer a Liga dos Campeões por seu novo clube.