Felipe Araújo jogou com brasileiro do Barcelona na base, mas trocou futebol para brilhar na música

Talvez não seja exagero dizer que a carreira de cantor chegou “atrasadinha” na vida de Felipe Araújo. Antes da música, veio a bola. Mas, assim como na canção que o fez estourar no Brasil inteiro, ele foi na fé e pulou a parte em que... tentou ser jogador de futebol.

Tudo aconteceu ainda antes dos 15 anos. Natural de Goiânia, Araújo defendeu as categorias de base tanto do Vila Nova, quanto do Goiás. Entre os jovens esmeraldinos, inclusive, dividiu os gramados com Arthur, hoje no Barcelona, com quem mantém amizade até hoje.

“Eu era atacante. Nos meus tempos de Goiás, eu tinha 14 anos, e o Arthur jogava lá também”, contou o cantor, hoje com 24, em entrevista ao ESPN.com.br. “Eu já o via nos treinos se destacando demais, mas acho que ele não lembra de mim jogando lá”, brinca.

“A bola surgiu muito rapidamente na minha vida. Minha mãe contava que eu dormia todo dia com uma bola na cama. Sempre gostei muito de futebol, sempre joguei bola. Meu pai me levava para jogar, mas não era o grande sonho da minha ser um jogador profissional.”

Se o futebol não era o maior sonho, muito tem a ver com a família. “Eu sou de uma família de músicos. Meus avós cantavam, meus tios e meu pai. Quando eu nasci, meu irmão cantava, e eu já tive isso”, conta ele, lembrando o irmão Cristiano, morto em acidente em 2015.

Foi justamente a música que fez Felipe Araújo deixar de lado a bola. Aos 15 anos, quando deixou a base do Goiás, passou a tocar em bares, iniciando a carreira que decolaria mais tarde.

“Eu resolvi parar porque a carreira na música estava começando. Eu não gostava de treinos físicos, e ficar correndo. Quando chegava no dia do treino físico, eu não queria fazer”, revelou ele, que, já cantando, acabou por reencontrar o antigo companheiro de Goiás.

“Fui ficar amigo do Arthur mais tarde, quando ele jogava no Grêmio, porque temos um amigo em comum de infância. Hoje somos muito parceiros, as famílias são amigas e passamos os últimos três natais juntos em Goiânia. Nós somos goianos, e fiquei orgulhoso de ver o espaço dele no Grêmio, campeão da Libertadores como um dos melhores jogadores. Hoje, fico feliz de tê-lo como amigo e jogando no Barcelona”, afirma.

A proximidade com Arthur, inclusive, já levou Felipe Araújo a Barcelona, para participar de uma ação de LaLiga, competição que retornou nesta quinta-feira e tem transmissão dos canais ESPN, no clube catalão. “Eu cantei ‘Atrasadinha’ em espanhol no Camp Nou”, lembra.

Apesar da relação de longa data com Arthur, o cantor não é nem torcedor do Goiás, do Grêmio ou do Barcelona. Seu time de coração é o Corinthians, clube no qual ele manteve amizade com Ralf e Jadson (que deixaram o clube), além do presidente Andrés Sanchez. “Eles adoram música.”