Juanma Lillo, o homem contratado para ser braço direito de Pep Guardiola no Manchester City, não foi apenas inspiração para o catalão. O espanhol inspirou também a carreira de Jorge Sampaoli, do Atlético-MG, durante o período que trabalharam juntos.
A história foi relembrada pelo jornal espanhol "El Confidecial" desta terça-feira (9). As ideias de jogo que tanto fascinam Sampaoli já eram executadas por Lillo bem antes. O destino os colocou lado a lado pela primeira vez no Chile, em 2015.
Quando Sampaoli assumiu a seleção chilena com o projeto ousado de dar protagonismo ao futebol do país, Lillo estava trabalhando nas seleções de base do Chile. Logo eles passaram a compartilhar opiniões, ideias e uma visão de trabalho que os encanta e os uniu. A parceria foi levada para o Sevilla anos depois.
“Somos parecidos em muitas coisas. Por exemplo, ambos compartilhamos a frustração de não termos sido jogadores de futebol. O que mais me impressiona nele é que ele sempre acompanha seu coração e isso é maravilhoso. Jorge vive como ele fala e isso não é fácil de dizer em muitas pessoas”, disse o treinador espanhol, em uma rara entrevista concedida na Espanha.
Lillo acumulava quase duas décadas de trabalho no futebol quando conheceu Sampaoli. Ele era o treinador mais jovem de uma equipe espanhola quando levou o UD Salamanca à primeira divisão, em 1995, aos 29 anos.
Ele cultivou a reputação de pensador profundo e influente sobre o jogo, mesmo que essa fama nem sempre tenha sido alcançada pelo sucesso em campo. É próximo de dois importantes nomes para o futebol na Argentina: Jorge Valdano e César Luís Menotti.
Com Sampaoli, ele elevou a cultura de ter a posse de bola, de se defender atacando e buscar a beleza do jogo a um patamar maior. Virou filosofia de vida para ambos.
“Se você assistir o jogo mais perto do gol do oponente e em melhores condições, menos riscos terá no seu campo. Trata-se de aproximar o oponente daqueles espaços em que ele não quer morar junto e onde fica mais desconfortáve”, disse Lillo.
Depois do Sevilla, a parceria de ambos acabou por escolhas diferentes na carreira. Lillo trabalhou no Atlético Nacional, da Colômbia, no Vissel Kobe, do Japão, e no Qingdao Huanghai, da China. Até que no último dia 5 foi contratado pelo City.
