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Vasco: Campello fala que anúncio de Yaya Touré é 'absurdo', e Leven Siano rebate com críticas à gestão

O tema "Yaya Touré no Vasco" causou uma troca de acusações entre o presidente Alexandre Campello e o candidato Luiz Roberto Leven Siano nesta segunda-feira.

Enquanto Campello chamou a situação de "absurda" e disse que contratar um jogador veterano para daqui um ano é "de se espantar", o postulante ao cargo rebateu nas redes sociais com críticas à gestão feita pelo atual presidente.

Yaya Touré foi anunciado por Leven Siano na quinta-feira passada, como promessa de campanha para as eleições de novembro. Isso significa que o meia marfinense, que era pretendido pelo Botafogo, assinou um compromisso de atuar no Vasco se Siano for eleito.

"Primeiro eu acho que é um absurdo falar em nome do Vasco sem ser um membro da diretoria ou sem ter a legitimidade para tal. Acho minimamente irresponsável e falta de planejamento você contratar alguém sem ter conhecimento da questão financeira, sem ter as garantias de que vai ter recursos para pagar, mas especialmente sem ouvir o especialistas, que são os treinadores, os profissionais que trabalham na avaliação de performance", criticou Campello, em entrevista à Rádio Tupi.

"Contratar um jogador de 38 anos que está sem jogar para vir a jogar daqui a um ano... Não sei, acho que é no mínimo de se espantar", completou.

Em sua página no Instagram, Leven Siano rebateu o adversário político, disse que o acordo com Yaya Touré não é irresponsável e apontou o que considera erros graves da atual administração cruzmaltina.

Leia abaixo a resposta de Leven Siano:

Presidente, o Vasco é maior que o nosso debate e em nome do sucesso dele e como torcedor é que tenho trabalhado. Acredite, tenho absoluta responsabilidade sobre tudo o que estou fazendo e tenho dito que os meus esforços são para o Vasco independentemente do resultado da eleição.

Há sim irresponsabilidade, mas não em mim. Há na gestão do Vasco. Você acha que está sendo responsável ao:

  • Não ter pago nenhum salário em 2020?

  • Acumular quatro vice-presidências?

  • Deixar o Vasco com a menor receita entre todos os grandes clubes do Rio?

  • Vender talentos abaixo do valor de mercado?

  • Tomar empréstimo com empresário de atleta?

  • Ter as contas reprovadas pelo Conselho?

  • Deixar de pagar as parcelas do Profut e colocar o Vasco em risco?

  • Abandonar os esportes olímpicos, paraolímpicos e o basquete?

  • Demitir professores?

Estou simplesmente fazendo o que todo candidato a presidente do Vasco deveria fazer quando se candidata: evitar assumir a função alegando surpresa e despreparo como ocorreu. Vou prosseguir com meu projeto, mesmo você não apreciando, porque está encontrando respaldo nos melhores mercados do futebol e o Vascaíno poderá democraticamente fazer a sua opção sobre que futuro ele quer para o Vasco.