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Mineiro relembra gol pelo São Paulo na decisão do Mundial contra o Liverpool: 'Não me considero mais herói que os demais'

O dia 18 de dezembro de 2005 foi, sem dúvidas, um dos melhores momentos da carreira de Mineiro. O ídolo do São Paulo foi responsável pelo único gol da vitória do clube tricolor sobre o Liverpool, na decisão do Mundial de Clubes daquele ano, disputada em Yokohama, no Japão.

Quase 15 anos depois, vivendo na Austrália, onde cuida de projetos sociais, Mineiro conversou com o GloboEsporte.com para relembrar aquele dia, e passou longe de subir no pedestal por ter marcado o gol do título.

"Mesmo tendo feito o gol, com passe do Aloísio de trivela, eu não me considero mais herói ou mais importante do que os demais atletas. Eu costumo dizer, assim, que fui um privilegiado", disse.

"Deus foi muito generoso comigo naquela ocasião, mas todos foram heróis, todos foram guerreiros, se superaram. Isso é motivo de muito orgulho para mim. Todos aqueles que fizeram parte daquele projeto, que estavam envolvidos, desde aquele funcionário que está lá no clube fazendo a limpeza, organizando tudo para que nosso bem-estar estivesse disponível, até aqueles que estão no mais alto escalão dando as diretrizes do clube. Todos eles foram importantes".

O gol saiu aos 26 minutos do primeiro tempo de um jogo complicado, em que o São Paulo "demorou para entrar na partida", segundo Mineiro, e precisou segurar muita pressão, essencialmente no segundo tempo.

"Voltamos do vestiário para o segundo tempo e foi pressão até o final. Mas graças a Deus a equipe estava muito focada, muito concentrada e nós conseguimos neutralizar os pontos fortes, que eram as jogadas aéreas, o contra-ataque... Ao final de tudo isso, com muito sacrifício, muito suor, muita emoção, principalmente para o torcedor que estava acompanhando de casa, conseguimos suportar toda essa pressão e conquistar o título, que era tão almejado por todos", finalizou.

Mineiro acumulou bagagem na Europa ao deixar o São Paulo em 2007, defendendo os alemães Hertha, Schalke, Koblenz e Marl-Huls, além de ter passado um ano no inglês Chelsea, entre 2008 e 2009. Hoje, o ex-jogador tem 44 anos.