Reportagem publicada originalmente dia 05/02/2018
Um dos principais defensores do mundo e capitão do Real Madrid, Sergio Ramos contou com a ajuda de um grupo de brasileiros para se enturmar no clube que vivia a "era galáctica".
Revelado pelo Sevilla, o defensor chegou com apenas 19 anos ao Santiago Benabéu na metade de 2005 por 27 milhões de euros. A equipe treinada por Vanderlei Luxemburgo contava com craques do calibre de Ronaldo, Beckham, Figo e Zidane.
"Sergio Ramos era um cara muito legal. Na época ele era meu vizinho e ainda era solteiro. Era bem jovem e não tinha ainda aquela liderança porque tinham outros jogadores como Casillas, Roberto Carlos e Raúl, que eram ídolos e tinham muito tempo de casa" contou o ex-lateral direito Cicinho, ao ESPN.com.br.
Não era segredo para ninguém que o vestiário do Real Madrid tinha grandes divisões. Mesmo assim, se engana quem pensa que o espanhol ficava junto aos compatriotas.
"Sergio Ramos ama brasileiros, tanto é que vivia sempre junto com a gente. Curioso que na mesa das refeições era dividida entre os espanhóis e os estrangeiros. Ele preferia naquela época sentar do nosso lado para ficar conversando com a gente (risos)", garantiu.
Como já tinha amizade com o meia-atacante Júlio Baptista desde os tempos em que atuaram juntos pelo Sevilla, Sergio Ramos se enturmou ainda mais facilmente com os brasileiros.
"Ele era tão grudado com a gente que no dia da convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2006 ele ficou com os brasileiros no apartamento esperando a lista do [técnico Carlos Alberto] Parreira", relatou.
O técnico brasileiro chamou Ronaldo, Roberto Carlos e Cicinho do Real Madrid para o Mundial da Alemanha. Apenas Julio Baptista ficou fora. Coube ao zagueiro espanhol registrar o momento da celebração.
"Daí, nós fomos convocados para a Copa e foi aquela festa. Foi ele quem tirou a foto dos brasileiros que iriam para a Copa. Foi muito legal", recordou.
Desde então, Sergio Ramos se firmou cada vez mais na equipe titular e foi ganhando importância no elenco do Real Madrid. Além de atuações sólidas na defesa, ele ficou reconhecido pelos gols importantes marcados em decisões.
Ele venceu quatro títulos da Champions League e do Mundial de Clubes, além do Campeonato Espanhol e da Copas do Rei.
Com a saída de Iker Casillas, tornou-se capitão e um dos principais líderes da equipe merenge. Pela seleção espanhola, venceu duas vezes a Eurocopa e a Copa do Mundo de 2010.
"Hoje é um grande jogador, um dos melhores do mundo na posição. Torço ainda mais pelo sucesso dele porque é um cara que merece", finalizou.
