A história de jogadores estrangeiros com sucesso no Brasil é imensa.
Muitos deles, por sinal, viram no "país do futebol" a chance de recomeçar suas carreiras após frustrações em outros clubes do exterior.
O ESPN.com.br listou os cinco principais nomes de jogadores estrangeiros que não se destacaram no exterior, mas que deixaram seu legado no Brasil.
Gamarra
O zagueiro paraguaio "chegou chegando" ao país pelo Internacional (1995 a 1997), se tornando ídolo colorado e coroando a passagem com o título gaúcho. Dali, foi vendido ao Benfica, mas não durou uma temporada por causa do baixo salário e da necessidade de venda do clube português.
Assim, chegou ao Corinthians para ser o capitão nas conquistas do Brasileiro de 1998 e do Paulista de 1999. Vendido ao Atlético de Madrid, onde também ficou só um ano com o rebaixamento colchonero na Espanha, chegou ao Flamengo e ganhou a Copa dos Campeões e o Carioca de 2001.
Negociado com a Inter de Milão, ficou na Itália por três temporadas sem sucesso até retornar ao Brasil por mais uma vez, agora no Palmeiras. Mesmo sem título, levou a Bola de Prata em 2005.
Rincón
O colombiano já "destruía" em seu país quando chegou ao Palmeiras em 1994 para ser campeão paulista e brasileiro. Dali, após passagem pelo Napoli, foi contratado simplesmente pelo Real Madrid. No entanto, com técnicos que o escalavam em posição errada (como centroavante, por exemplo), brigas de egos no vestiário e até acusações de racismo, o meio-campista voltou ao Brasil pelo Corinthians.
Tornou-se ídolo alvinegro (1998 a 2000) com um título paulista, dois brasileiros e um Mundial de Clubes, onde foi capitão e ergueu a taça no Maracanã. Ainda passou por Santos e Cruzeiro antes de retornar ao Parque São Jorge em 2004 para encerrar a carreira.
Petkovic
Astro do Estrela Vermelha da então Iugoslávia, o meia-atacante foi contratado pelo Real Madrid em 1995, mas nunca teve chances claras para jogar - chegou a ser emprestado para Sevilla e Racing Santander. Veio ao Brasil primeiramente pelo Vitória, onde conquistou dois Baianos e uma Copa do Nordeste entre 1997 e 1999.
Vendido para o Veneza, durou poucos meses na Itália. Veio então para o Flamengo, onde "mudou o patamar" com dois títulos do Carioca e um Brasileirão em 2009 (aqui, após passar por Vasco, Fluminense, Goiás, Santos, Atlético-MG além de futebol da China e do Oriente Médio).
D'Alessandro
Grande promessa do River Plate no século XXI, o meia canhoto logo despertou o interesse do futebol europeu, sendo contratado pelo Wolfsburg em 2003. Alternando altos e baixos, foi emprestado para Portsmouth e Zaragoza, que o contratou de forma permanente em 2007.
Durou poucos meses na Espanha, retornou à Argentina pelo San Lorenzo até chegar ao Internacional em 2008 para entrar na história do clube: seis títulos gaúchos, uma Copa Sul-Americana, uma Libertadores e uma Recopa.
Está na ativa ainda hoje aos 39 anos, tendo saído apenas em 2016 por empréstimo ao River, e segue como referência (e capitão) do clube colorado.
Kannemann
O argentino surgiu no San Lorenzo em princípio na lateral, mas foi como zagueiro que realmente se destacou. Conquistou um Argentino e a Libertadores de 2014 antes de ser vendido ao Atlas.
No México, apesar de ter conquistado a toricda, era criticado pela mídia e até por dirigentes do clube por seu jogo "ríspido". Técnicos tentaram colocá-lo novamente na lateral, o que não lhe agradou.
Voltou à América do Sul em 2016 pelo Grêmio, onde veio a consagração: ao lado de Pedro Geromel, formou a dupla de zaga em títulos gaúchos, da Copa do Brasil e novamente da Libertadores além de uma Recopa Sul-Americana.
