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Ex-presidente do Barcelona lembra 1º dia preso: 'Nos deram quatro preservativos e vaselina'

O ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, 56, passou dois anos na prisão acusado de fraude fiscal e relatou ao jornal “Mundo Deportivo” algumas experiências que viveu durante a detenção. Foram 643 dias longe da família e apenas com o amigo Joan Besolí, sócio de Rosell e que também foi preso sob as mesmas acusações.

“Lembro que [na primeira noite] eles nos deram quatro preservativos e quatro sacos de vaselina.. .Fiquei um pouco preocupado”, disse Rosell, aos risos, para o jornal.

Questionado qual foi o momento mais difícil, o ex-presidente do Barça --esteve no comando de 2010 até 2014, quando renunciou diante de acusações de desvios de recursos-- disse que foi a notícia de que não seria solto e teria de cumprir os dois anos de prisão preventiva.

“Todos os dias nosso advogado vinha nos dizer que nos foi negada a liberdade condicional novamente por risco de fuga, sem justificativa aparente. Foram treze vezes [que o pedido foi negado]”, disse.

“Na prisão, você morre internamente como pessoa ou fica mais forte”, acrescentou, dizendo que ficou mais forte. Creditou isso a presença de Besolí, que foi preso no mesmo momento que ele e dividiu esse período na prisão.

“Sem ele, eu não suportaria isso. Serei grato a ele pelo resto da minha vida”, disse. “Marta, minha esposa, foi muito forte e foi um pilar básico de nossa resistência. Meus pais, meus irmãos e meus amigos também”, completou.