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Baggio, Pirlo, Lewandowski... veja as 10 melhores transferências 'de graça' da história

O mercado de transferências normalmente é cheio de negociações com valores astronômicos, mas aqui estão as 10 melhores que não custaram um único centavo (você pode agradecer o pouco conhecido jogador belga Jean-Marc Bosman por permitir que jogadores pudessem sair de graça após 1995).

10 - Esteban Cambiasso para Inter/Leicester

Um dois dois jogadores desta lista a ter brilhado como transferência gratuita mais de uma vez, Cambiasso foi pouco utilizado e depois subestimado quando o Real Madrid procurava nomes com mais grife no começo dos anos 2000. A Inter de Milão o pegou de graça em 2004 e ele virou o pulmão de um time que ganhou cinco vezes a Série A e a tríplice coroa em 2010.

Na sequência, deixou Milão após uma década e foi ajudar a salvar o Leicester do rebaixamento uma temporada antes da em que a equipe surpreenderia o mundo e venceria a Premier League. As pessoas normalmente falam sobre o técnico Nigel Pearson merecer muito crédito, mas temos que colocar Cambiasso nessa conversa.

9 - James Milner para o Liverpool

Milner tem sido uma contradição na última década: você não colocaria ele em nenhum dos "11 ideais" do Manchester City ou do Liverpool, mas ao mesmo tempo ele é uma das figuras mais importantes e respeitadas em ambos os clubes. Talvez o jogador em que a versatilidade mais contribuiu para o detrimento de sua reputação, Milner, desde que chegou de graça ao Liverpool em 2015, foi excelente aberto, como volante, segundo volante e em ambas as laterais.

Milner não é sempre a primeira opção, mas irá adicionar um terceiro título de Premier League para seu currículo e já venceu a Champions League. Ele provavelmente não se importa.

8 - Henrik Larsson para o Barcelona

Larsson sempre pareceu confortável que não precisaria se provar fora do Celtic, mas depois de anotar 242 gols em 313 jogos com a camisa da equipe escocesa e com seu contrato acabando em 2004, o sueco decidiu que precisava de um novo desafio. Ele ficou no Barcelona por apenas dois anos - com a primeira bastante reduzida por conta de uma lesão no ligamento cruzado do joelho - mas foi respeito por todos. Com o Barça perdendo por 1 a 0, ele veio do banco na final da Champions de 2006 contra o Arsenal para dar duas assistências e conquistar seu primeiro troféu europeu. Larsson terminou com 19 gols em 52 jogos no Camp Nou.

7 - Ruud Gullit para o Chelsea

Bola de Ouro de 1987 e, até então, recordista da maior transferência da história quando saiu do PSV para o Milan, Gullit chegou de graça para o Chelsea em 1995 e é possível argumentar que, dentro de campo, pouco fez. Em seu único ano no Stamford Bridge, o holandês não venceu nada e o Chelsea terminou a Premier em 11º, ainda que tenham vencido a FA Cup em 1996 quando Gullit virou treinador-jogador. Mas o seu impacto foi mais simbólico, um sinal que a Premier League estava consolidada e agora poderia atrair os melhores talentos do mundo. Sua chegada influenciou uma geração que veio na sequência.

6 - Steve McManaman para o Real Madrid

McManaman é conhecido de maneiras completamente distintas na Inglaterra e na Espanha. Em seu país natal, é lembrado por ser um ponta habilidoso e esguio, mas que faltava alguma coisa depois de passar nove anos no Liverpool. Depois de se transferir de graça para o Real madrid em 1998, ele foi considerado um batalhador, alguém que corria para que os jogadores mais criativos pudessem descansar. E isso o fez ser amado no Real e, na época de sua saída em 2003, o inglês mais vitorioso (em termos de troféu) fora do Reino Unido ao vencer duas edições de LaLiga, duas Champions e uma Supercopa da Espanha e uma Supercopa da Uefa.

5 - Roberto Baggio para Bologna/Brescia

A lógica natural do futebol é que os melhores jogadores querem jogar nos melhores clubes e farão o seu melhor ali. Mas isso nunca pareceu ser o caso com Baggio, que teve passagens por Juventus, Milan e Inter e nunca pareceu realmente confortável em nenhum deles, apesar de ter jogado bem, principalmente na Juve.

No Bologna e no Brescia, em que chegou de graça de Milan e Inter, respectivamente, porém, ele brilhou com mais consistência, tendo sua temporada mais artilheira com 22 gols na Serie A de 1997/1998 pelo Bologna e vivendo um final de carreira dourado ao jogar brilhantemente pelo Brescia, marcando 46 gols em 101 jogos antes de se aposentar.

4 - Luis Enrique para o Barcelona

Jogadores normalmente não se transferem diretamente entre os rivais Real Madrid e Barcelona, mas dos dois principais a terem feito esse caminho, é possível argumentar que Luis Enrique foi um sucesso maior no Barcelona do que Luis Figo no Real Madrid. Para começo de conversa, custou menos: 62 milhões de euros a menos, na verdade.

Luis Enrique, que se mudou para o Camp Nou de graça em 1996, venceu a liga duas vezes em um elenco bastante modesto para o padrão do Barça que veio antes e depois. E ainda acabou virando técnico e vencendo a tríplice coroa em 2015.

3 - Sol Campbell para o Arsenal

Na época foi um escândalo. Um jogador que foi passando por tudo para ser capitão do Tottenham, que passou 12 anos no clube, saiu para o grande rival Arsenal ao final de seu contrato, apesar de dizer diversas vezes que ficaria no White Hart Lane. As circustâncias da chegada de Campbell ao Arsenal em 2001 normalmente sobrepõem a real razão de tanta polêmica na época: ele era um dos melhores zagueiros do mundo.

Campbell ajudou Arsene Wenger a montar sua grande defesa após a aposentadoria da famosa linha defensiva de George Graham, passou cinco anos no Arsenal (em sua primeira passagem), venceu dois títulos e foi parte de um dos melhores times da história da Premier League: Os Invencíveis de 2003/2004. Provavelmente valeu a pena todo o luto.

2 - Andrea Pirlo para a Juventus

Mark van Bommel causou danos a diversos meio-campistas durante os anos, mas sem querer ele pode ter causado o maior dano a um de seus próprios. Pirlo estava machucado na reta final da temporada 2010/2011 quando estava no Milan, mas quando retornou as táticas da equipe haviam mudado a ponto da figura robusta de Van Bommel fazer mais sentido na equipe.

Então quando o Milan lhe ofereceu uma renovação de um ano (Pirlo queria três), o meio-campista procurou outro lugar e a Juventus o levou. Lenda da Juve, Gianluigi Buffon chamou de "contratação do século" e um dos jogadores mais talentosos da geração venceu quatro Scudettos e três Copas da Itália antes de ir à MLS em 2015.

1 - Robert Lewandowski para o Bayern

A saga da saída de Lewandowski do Borussia Dortmund se arrastou por dois anos, mas quando o empresário do polonês afirmou, em 2013, que ele sairia quando o seu contrato se encerrasse um ano depois, um sentimento de inevitabilidade do seu destino tomou conta da Alemanha. O Bayern de Munique, grande rival da equipe na Bundesliga, já havia comprado Mario Gotze um ano antes, mas a chegada gratuita de Lewandowski no verão europeu de 2014 estava quilômetros a frente.

Desde então, Lewandowski marcou 230 gols em 275 jogos, foi o artilheiro da Bundesliga em quatro ocasiões e é o matador de um time que venceu as últimas cinco edições do Alemão. É também o segundo maior goleador da história do Bayern e, por mais que não alcance Gerd Müller (que anotou incríveis 564 gols), já se coloca com uma distância considerável para o terceiro e se estabelece como um dos melhores atacantes da história.