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Edilson e França fizeram 'pacto' para ir juntos à Copa de 2002, mas só um conseguiu; saiba por quê

França foi um dos grandes atacantes do futebol brasileiro na virada da década de 1990 para os anos 2000. Quinto maior artilheiro da história do São Paulo até hoje, com 182 gols, ele marcou época no Morumbi, atuou no exterior e recebeu chances, ainda que poucas, na seleção brasileira.

Poderia, inclusive, ter ido à Copa do Mundo de 2002, mas acabou preterido por Luizão e Edilson, os atacantes convocados por Luiz Felipe Scolari. O Capetinha, por sinal, tem uma certa influência no fim dessa história, por ter "quebrado" um pacto com o companheiro.

Quem conta é o ex-volante Vampeta.

Em seu livro "Memórias do Velho Vamp", o ex-jogador do Corinthians lembra de uma partida da seleção em que Edilson e França formaram dupla de ataque. Antes do jogo, o Capetinha procurou o camisa 9 com uma ideia: um passaria a bola para o outro, assim os dois se destacariam e ganhariam a vaga na Copa juntos.

Acordo fechado, mas não cumprido. Segundo Vampeta, França fez a sua parte, ao procurar Edilson a todo momento e inclusive dar uma assistência para o colega anotar um gol. Mas Edilson, mesmo com o camisa 9 livre diversas vezes, sempre optava pela jogada individual e não retribuía com nenhum passe.

Após o jogo, no avião, Vampeta vê França triste e vai atrás do atacante.

"Seu amigo é um traíra. Combinamos de um dar a bola para o outro, ele saiu três vezes para rolar a bola para mim e não tocou", responde o são-paulino.

Vampeta, então, procura Edilson, que é sincero quando estão só os dois.

"Eu combinei com ele de um passar a bola para o outro para nós garantirmos a vaga pra Copa do Mundo. Só, Vamp, que apareceram três chances para eu rolar para ele, ele ia fazer os três gols. E aí eu ia ficar fora, então não toquei nenhuma", revelou o Capetinha.

Edilson ainda foi conversar com França para garantir que não o tinha visto livre, mas a desculpa não convenceu o "amigo". No fim, quem foi para o Mundial de 2002 foi Edilson mesmo, enquanto França viu o pentacampeonato do Brasil, antes de se transferir para o Bayer Leverkusen.

Em seu livro, Vampeta conta que a história aconteceu contra a Venezuela, na última rodada das eliminatórias, em novembro de 2001. Mas o único jogo em que Edilson e França formaram o ataque foi em março de 2002, na goleada por 6 a 1 sobre a Islândia, em amistoso.

Naquele jogo, o camisa 9 saiu no intervalo, enquanto Edilson anotou um dos gols.