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Roberto Carlos lembra de técnico ex-seleção inglesa que quase 'destruiu' sua carreira

Completando 47 anos neste dia 10 de abril, hoje aposentado e com uma história vitoriosa dentro do futebol, o jornal "Marca" lembra de quando o lateral-esquerdo Roberto Carlos contou que ficou com medo de ter sua carreira arruinada por conta de um treinador: Roy Hodgson.

Em 1995, o jovem lateral deixou o Palmeiras e seguiu para a Inter de Milão em uma aposta do presidente Massimo Moratti nele, em Paul Ince e Javier Zanetti. Nas primeiras partidas o brasileiro se destacou, mas os resultados não vieram, o técnico foi demitido e Hodgson assumiu em seu lugar.

"Hodgson me destruiu, me fez jogar no meio de campo. Assim não teria nenhuma oportunidade de jogar com a seleção e tinha a Copa América de 1997", contou em entrevista ao "PlanetFootball" e reproduzida pelo jornal "Daily Star", em 2017. "Não é que tivéssemos uma má relação ou um problema um com o outro, mas a verdade é que Hodgson não entendia muito bem de futebol".

"A Inter perdeu a final da Taça UEFA contra o Schalke 04, em 1996, por pura e simplesmente culpa do Hodgson", lembra o brasileiro da final do torneio que hoje leva o nome de Liga Europa em que perderam nos pênaltis por 4 a 1.

O torcedor adorava Roberto, mas o treinador, não. Para o inglês, o brasileiro era muito "indisciplinado" para jogar na lateral e o mudou de posição, o colocou nas alas e em seu lugar pôs Felipe Centofanti - jogador que mais para frente, sem muito sucesso no futebol, se tornou apresentador de televisão na Itália. Não contente, contratou Alessandro Pistone para a posição e neste momento Roberto pediu ao presidente que o deixasse se transferir, que o vendesse para o Real Madrid.

"Falei com Moratti e o pedi que me deixasse sair", conta lembrando também que neste momento apareceu Fabio Capello e o levou para a Espanha: "Fui para Madri por ele, é o treinador mais importante da minha vida".

Daí para frente, nunca mais deixou a lateral-esquerda e se tornou ídolo do Real Madrid, clube que defendeu por incríveis 527 partidas, marcou 69 gols e conquistou 13 títulos, entre eles três edições de Champions League. Na seleção brasileira, contou com 125 jogos - um dos atletas que mais vestiu a camisa do Brasil - e a conquista da Copa América em 1997 e 1999, a Copa das Confederações de 1997 e a Copa do Mundo de 2002. Todos jogando do lado esquerdo da defesa.

Mas o "Marca" não foi o único jornal que lembrou do aniversário de Roberto Carlos na Europa. Na França, a revista "France Football" mostrou em fotos a carreira da "referência" da posição, ou como classificaram: o dono de uma perna "esquerda caviar".

Desde o seu gol de falta icônico contra a França em 1997, classificado como "a mais bela trajetória de uma bola na história", sua primeira Copa do Mundo em 1998, a conquista do mundo em 2002, as finais de Champions League e todo o sucesso alcançado com o Real Madrid com destaque para os Galáticos.

Mas não podia faltar a queda para a França em 2006 que marcou sua aposentadoria da seleção brasileira e poucos anos depois a saída da Espanha para a Turquia, até que finalmente retornou ao Brasil para defender o Corinthians. Em 2011 saiu novamente para a Europa, mais especificamente para a Rússia, no Anzhi.

Em agosto de 2012, aos 39 anos, se aposentou do futebol e a revista lembra a constante presença na lista de melhores do mundo que era relizada pela própria France Football, com o melhor resultado em 2002, ficando em segundo lugar, atrás apenas de Ronaldo 'Fenômeno'.