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Cavani completa 14 anos de estreia desastrosa como profissional; veja como foi

Nesta quinta-feira se completam 14 anos de um dia histórico para o futebol uruguaio: estreava na primeira divisão, com a camiseta do Danubio, um jovem chamado Edinson Cavani. Goleador em Palermo, Napoli, PSG e seleção uruguaia, Cavani tem seu nome escrito na história do futebol local.

Foi em 9 de abril de 2006. A partida, talvez, não seja a melhor recordação para os torcedores do clube. Naquela tarde, o Danubio foi goleado por 4 a 0 pelo seu rival Defensor Sporting, fora de casa.

Apesar do resultado, a partida acabou entrando para a história do Danubio e do futebol uruguaio aos 80 minutos, após uma das substituições feitas pelo treinador Gustavo Matosas. Faltando 10 minutos para o final, quando nada poderia ser feito para mudar o resultado, o treinador decidiu dar os primeiros minutos como profissional para Edinson Cavani. O garoto de Salto, cidade uruguaia, inquieto, magro e de cabelo comprido, tinha seus primeiros minutos na primeira divisão aos 19 anos.

Cavani jogou as temporadas de 2005/2006 e 2006/2007 com a equipe e alternava entre titular e reserva.

Em um Danubio acostumado a vencer, Cavani fez parte do plantel bicampeão nacional e que, antes, havia vencido um Torneio Apertura e um Torneio Clausura.

Cavani chegou ao Danubio aos 15 anos de idade para participar das categorias de base do clube e foi promovido ao profissional após apenas um único treinamento, aonde encantou Gustavo Matosas.

Seu primeiro gol no Uruguaio veio em 21 de maio de 2006, diante do Liverpool, em partida que também marcou seu segundo. Seu último gol em solo uruguaio aconteceu em 10 de dezembro de 2006, quando marcou diante do Peñarol na goleada do Danubio por 4 a 1 que garantiu o título do Apertura. Com a camisa alvinegra, anotou 12 gols em 30 partidas disputadas.

Cavani, porém, não começou sua carreira como atacante. É o que conta Gustavo Ferrín, primeiro treinador do atleta nas categorias de base da seleção uruguaia, à ESPN.

"Cavani jogou muito no Danubio como volante e teve boas atuações. O colocamos como centroavante e ele se transformou em um goleador. No Sul-Americano Sub-20 (de 2007, no Paraguai, em que Cavani foi artilheiro da competição), Suárez deixou de participar na última hora e tivemos que fazer uma escolha. Optamos por Cavani de centroavante", contou.

"Lembro de um jogo em Luque, contra a Colômbia (uma das equipes favoritas àquele Sul-Americano), em que Cavani rouba uma bola na entrada de nossa própria área e termina convertendo o gol que nos dá a vitória nos últimos minutos de jogo. Sempre foi um jogador generoso, comprometido com o jogo coletivo", finalizou.