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'Rivaldo não vai para o banco': ex-técnico do Milan lembra quando craque se irritou com a reserva

Rivaldo foi melhor jogador do mundo em 1999, ídolo do Barcelona, fundamental na seleção brasileira pentacampeã de 2002 e decisivo na maior parte dos lugares que passou. Mas a passagem pelo Milan foi cheia de frustrações e decepções por tudo que se esperava.

Contratado quase um mês depois da Copa do Mundo vencida pelo Brasil, Rivaldo chegou a Milão cheio de expectativa para ser o principal nome de um time que já tinha Nesta, Maldini, Seedorf, Pirlo e Shevchenko. Venceu três títulos, entre eles a Champions League, mas nunca se firmou como titular e saiu 18 meses depois.

O técnico do Milan na época era Carlo Ancelotti, que teve dificuldade para encaixar Rivaldo em sua equipe desde o começo. Certa vez, os dois tiveram uma leve discussão porque o craque brasileiro não aceitou ficar no banco em uma partida do Campeonato Italiano.

A história está no livro "Liderança Tranquila", em que Ancelotti divide experiências da carreira. O treinador italiano conta que, antes de uma partida contra o Modena, em setembro de 2002, chamou Rivaldo para dizer que ele seria relacionado pela primeira vez, mas ficaria no banco de reservas.

O brasileiro não gostou e retrucou. "Rivaldo nunca ficou no banco".

Ancelotti tentou contornar a situação, dizendo que o camisa 11 seria titular na partida seguinte, daqui três dias, e por isso seria poupado por não ter feito uma pré-temporada completa. Não adiantou: Rivaldo manteve a recusa, levantou-se e foi embora da concentração.

No fim, o meia-atacante, convencido pelo empresário e pela diretoria do Milan, acatou a decisão de Ancelotti e ficou na reserva naquela partida. Entrou e atuou 22 minutos na vitória por 3 a 0. Rivaldo voltou a sentar no banco muitas outras vezes, inclusive na final da Champions League de 2003, contra a Juventus, até rescindir contrato em janeiro de 2004 para jogar no Cruzeiro.

A história de Rivaldo pelo Milan ficou ainda mais curta quando, em junho de 2003, o clube fez uma de suas grandes contratações da história, ao tirar Kaká do São Paulo. O brasileiro caiu nas graças de Ancelotti, ganhou a titularidade e, indiretamente, atrapalhou o compatriota.