O novo centroavante do Atlético-MG, Franco Di Santo, chegou ao clube no final da temporada passada para reforçar o ataque do time e ser um sucessor natural de Ricardo Oliveira. Com 30 anos e passagens por diversos times da Europa, como Chelsea, Werder Bremen e Schalke 04, o argentino vinha em boa fase antes da pausa forçada nas competições devido ao coronavírus.
Di Santo passaria a ter a companhia de um compatriota no seu dia a dia com a chegada do recém-contratado técnico Jorge Sampaoli. Com um novo técnico, cheio de ideias e um estilo de futebol agressivo, os jogadores teriam que se adaptar o mais rápido possível ao estilo particular do ex-treinador do Santos.
Enquanto não pode treinar seus atletas pessoalmente, Sampaoli e sua comissão técnica deixaram uma lista de treinos para os jogadores não perderem a forma e também se acostumem com seu estilo de jogo.
“Nos deram um treino diário e quase não temos descanso, precisamos nos manter ativos. Além dos exercícios físicos, Sampaoli nos manda vídeos para não perdermos a essência do que quer transmitir para a equipe e estarmos acostumados quando voltarmos”, contou o centroavante argentino ao diário Olé, de seu país natal.
O camisa 26 do Galo ainda falou sobre o período de readaptação e comparou a pandemia do COVID-19 com uma lesão grave para um atleta: “O corpo vai reagir quando voltarmos dessas ‘férias’. Já nos deram certeza que até 20 de abril não teremos treinamentos, essa é a data da suposta volta. Temos que manter o corpo o melhor possível, mas numas férias de verdade, você se junta com amigos para jogar um rachão e agora nós só vemos de longe”.
“É como uma lesão grave, como ficar seis meses parado. Seria ruim para muitas pessoas se isso impactasse também no lado econômico, mas temos que ter o pensamento positivo que tudo sairá bem”.
O atacante ainda falou sobre o corte de 25% do salário de jogadores, dirigentes e comissão técnica que o clube fará enquanto a pandemia do coronavírus atrapalhar as atividades futebolísticas no Brasil: “Penso o mesmo do que Sampaoli: não podemos nos salvar sozinhos, se isso serve para pagar 100% do salário dos outros funcionários do clube, eu estou de acordo. Entre todos, nós temos que tomar a iniciativa, não só o Atlético-MG, mas o mundo todo. As palavras de Sampaoli são a da maioria do elenco”, finalizou Di Santo.
Na terceira colocação do Campeonato Mineiro e três pontos atrás do líder América-MG, o Atlético busca o título estadual para dar alguma alegria para sua torcida ainda neste primeiro semestre, caso as competições voltem a ser disputadas até lá, já que o clube foi eliminado da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana desta temporada.
