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Ronaldo 'vigiado' nas refeições, três zagueiros e clima antes da final: Felipão conta bastidores da Copa de 2002

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Ronaldo Fenômeno 'invade' ao vivo de Benzema nas redes sociais e ainda ganha elogio: 'Você é o melhor de todos' (0:46)

Via Instagram @karimbenzema | Entediado na quarentena, ex-atacante ligou para o atual centroavante do Real Madrid (0:46)

Ícone do título brasileiro da Copa do Mundo de 2002, Ronaldo precisou passar por um 'tratamento de choque' da comissão técnica para ser decisivo durante a competição.

Quem revela os detalhes do procedimento é Luiz Felipe Scolari. Em entrevista concedida para o jornal inglês The Guardian, Felipão falou sobre todo o cuidado com o camisa 9. "Nossos médicos foram fundamentais. Não vamos esquecer que Ronaldo não estava jogando na Itália. Os médicos do clube diziam que ele não poderia jogar a Copa, mas nosso médico, o doutor Runco, garantiu que ele estaria pronto".

"No almoço e no jantar, nosso preparador físico, o Paulo Paixão, sentava perto do Ronaldo e dizia: você não pode comer isso, não pode comer aquilo. Isso tudo por um ou dois meses.", revela.

Além de Ronaldo, Felipão também falou sobre o esquema de 3-5-2 que surpreendeu os adversários do Brasil durante o Mundial. "O Brasil tinha jogado só uma vez com três zagueiros, na época do Lazaroni. Eu desenvolvi um plano para que Cafu e Roberto Carlos fossem liberados para fazer o que faziam melhor. Tínhamos Roque Júnior, Edmilson e Lúcio, mas um deles sempre ficava na linha de frente', analisou o treinador.

Felipão ainda confessou aflição antes do jogo decisivo - sendo acalmado de uma maneira diferente.

"Lembro de estar muito preocupado.Nas vésperas dos jogos, as pessoas ficam sem sono até 23h. Eu, como técnico, queria que todos descansassem. Mas saí do quarto e vi os jogadores relaxados, conversando. Ronaldo, Roque, Roberto Carlos, Ricardinho, Dida. Vi que eles estavam concentrados, se prepararam e estavam confiantes. Por isso nós conquistamos o título", conta.