As investigações do Ministério Público do Paraguai sobre o caso envolvendo Ronaldinho Gaúcho e Roberto Assis podem ter novidades nesta semana.
Na próxima terça-feira, terá início a perícia dos celulares de parte dos envolvidos no imbróglio dos passaportes paraguaios falsos – os irmãos Assis entraram no país em 4 de março com documentos adulterados e estão em prisão preventiva há dez dias.
O ESPN.com.br apurou com o grupo do MP paraguaio que dentre os aparelhos a serem submetidos para análise estão dois de Wilmondes Sousa Lira (empresário que ajudou a levar Ronaldinho ao Paraguai) e um de Assis, entregues voluntariamente por ambos
A Fiscalía, porém, não pediu a perícia do pertencente ao ex-jogador, duas vezes eleito melhor do mundo.
De acordo com uma fonte do MP à reportagem, o irmão de Ronaldinho Gaúcho “é quem controla tudo. Ele é quem tem o vínculo com outras pessoas”.
Conforme revelado pela TV Globo, Wilmondes afirmou em seu depoimento que Assis conhecia Dalia López – empresária responsável por leva-los ao Paraguai. Ela está foragida da Justiça e tem audiência marcada para a próxima quarta, dia 18.
Caso Dalia López não apareça para prestar depoimento, o MP paraguaio vai pedir sua captura internacional (há suspeita de que ela esteja no Brasil), apurou a reportagem.
A empresária está sob suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro e crime organizado, inclusive com funcionários públicos paraguaios supostamente envolvidos – o que torna a investigação “dinâmica, porém complexa”, disse uma fonte.
Ela estaria utilizando a chegada de Ronaldinho ao Paraguai como pano de fundo para atividades ilícitas, segundo investigação do MP. Como os irmãos Assis não revelaram o porquê de terem entrado no país com passaportes falsos, a Fiscalía quer apurar qual seria o elo entre eles e Dalia López.
