Neste domingo, Real Madrid e Atlético de Madrid se enfrentam às 15h (de Brasília) na grande final da Supercopa da Espanha, com transmissão AO VIVO e EXCLUSIVA da ESPN Brasil e do WatchESPN.
Nas casas de apostas, os merengues são favoritos contra seus rivais da cidade, que foram sempre considerados como os "primos pobres" da capital espanhola.
Desde a chegada do técnico Diego Simeone, porém, o Atleti passou a viver uma "era de ouro" para seus padrões, conquistando diversos títulos importantes e chegando a duas finais da Champions League.
Juntamente ao crescimento esportivo, veio a bonança financeira, com os colchoneros passando a gastar valores gigantescos em contratações, nos mesmos padrões dos gigantes Barcelona e do próprio Real Madrid.
O Cholo assumiu o comando do Atlético em 2011, com 2012/13 passando a ser sua primeira temporada inteira à frente da equipe.
Levantamento do site especializado Transfermarkt, referência no mercado da bola, mostra que, desde então, o clube alvirrubro gastou 912,06 milhões de euros (R$ 4,154 bilhões) em contratações.
No mesmo período analisado, o Real Madrid, conhecido por seu um dos clubes mais gastões da história, investiu valor similar: 973,25 milhões de euros (R$ 4,433 bilhões).
A diferença é que, com o dinheiro gasto, o Atleti contratou 164 jogadores, muito mais que os 107 do arquirrival da capital.
Os dados ainda mostram que, desde 2012/13, o clube colchonero foi o 8º no planeta que mais investiu em reforços, à frente de potências como Liverpool, Inter de Milão, Arsenal, Milan, Bayern de Munique e Borussia Dortmund.
À frente do Atlético nessa lista aparecem as seguintes equipes: Manchester City, Barcelona, Paris Saint-Germain, Juventus, Manchester United e Chelsea.
Mas Simeone e sua turma não ficaram tão longe da ponta, já que os Citizens, os mais gastões do período analisado, torraram 1,27 bilhão de euros (R$ 5,78 bilhões) em atletas.
E, apesar de gastar bastante, o Atletico também sabe vender. Prova disso é que, no grupo dos top 10 que mais gastaram desde 2012/13, o time de Madri foi o que teve menor prejuízo no mercado da bola.
Ao todo, foram 848,85 milhões de euros (R$ 3,866 milhões) em vendas, o que resultou num déficit de "apenas" 63,21 milhões de euros (R$ 287,92 milhões) em transferências.
Para comparação, o Real vendeu 705,45 milhões de euros (R$ 3,213 milhões) no mesmo período, fechando no vermelho em 267,8 milhões de euros (R$ 1,219 bilhão).
Ou seja: o déficit dos merengues foi quatro vezes maior que o dos colchoneros.
