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Ex-seleção, Inter e Tottenham está sem clube e quer ouvir propostas: 'Cheio de energia'

Desde o começo do ano sem clube, Sandro quer recomeçar a carreira o quanto antes. Depois de uma passagem com alguns problemas pelo Genoa, da Itália, o volante está aberto para escutar propostas do Brasil e do exterior. Ele está sem jogar desde o meio de 2019.

O jogador revelado no Internacional, pelo qual venceu a Copa Libertadores de 2010, está com 30 anos. O brasileiro teve passagens por Tottenham, Queens Park Rangers-ING, West Bromwich-ING, Antalyaspor-TUR, Benevento, Genoa e Udinese.

Sandro defendeu a seleção brasileira principal por 17 vezes e foi medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

Veja a entrevista com Sandro:

Como foi a saída da Turquia para a Itália?
Na Turquia eu fiquei pouco tempo, apenas um ano. Estava querendo voltar para a Europa e fui emprestado para o Benevento, que estava muito mal na tabela, mas queria visibilidade. Eles tinham 4 pontos e comecei a jogar, fui capitão, fiz gol e fizemos 21 pontos. Nossa segunda parte do Campeonato Italiano foi muito boa. Como fui bem, veio o interesse de vários times e o Genoa me comprou por 2,3 milhões de euros do Antalyaspor com um contrato de 3 anos.

Como foi a passagem pelo Genoa?
Comecei a jogar e foi muito bom. Depois, o presidente e a direção falaram para eu procurar um time para sair. Eu joguei só um pouco. Apareceu a Udinese em janeiro e joguei apenas quatro meses. Depois, voltei ao Genoa e eles tinham o elenco fechado para esta temporada. Apareceram propostas da Turquia e de outros lugares, mas eu não queria sair da Europa. Eu não poderia sair de um lugar bom para outro pior. Eu também era parte do Genoa. Depois, começou a pesar muito o clima.

O que acontece depois?
Me disseram que eu não iria jogar no Genoa. Eu estava lá para jogar, mas eu aceitei e disse que iria treinar normalmente, mesmo contra a vontade deles. Daí, eles disseram que gostariam de entrar em um acordo, o que para mim era bom porque eu estava insatisfeito com aquela situação. Não pudemos fazer o acordo em setembro. Eles disseram que eu poderia fazer o que quisesse porque em janeiro iríamos rescindir o contrato.

Você tem treinado?
Lá pelo dia 20 de outubro eu parei de treinar e fiquei mais três semanas na Itália arrumando minhas coisas da mudança de casa porque tenho dois filhos pequenos. Depois, fui para Portugal por um período de dez dias porque minha esposa é portuguesa. Voltei ao Brasil e fiquei me cuidando e treinando com um preparador físico que sempre me ajuda. Às vezes fazia uns jogos entre os amigos para me manter em forma.

Como foi ficar aqui depois de tanto tempo?
Foi boa a volta ao Brasil para poder ficar perto dos amigos e da família. Você esquece um pouco do futebol. Tenho meus filhos que sempre vinham brincar comigo e esquecia o que tinha passado. Foi difícil.

Você voltou para a Itália?
Sim, deu tudo certo, rescindi meu contrato e agora sou um jogador livre. Poderei ser feliz e arrumar um novo clube para jogar. Foram meses bem chatos sem poder jogar e treinar. Sou jovem e cheio de energia. Ficar tanto tempo de fora foi difícil.

Você aceitaria jogar outra vez no Brasil?
Estou aberto para propostas e tenho que escutar o mercado. Não tenho preferência porque hoje estou sem clube. Tenho que ver o que irá chegar e passar para minha esposa porque nós iremos decidir juntos. Lógico, se tiver proposta do Brasil vou olhar com outros olhos também. Faz 10 anos que saí do Brasil. Mas também tem a Europa e outros lugares. Vou ver o que o mercado virá trazer para mim. Estou bem aberto para qualquer lugar.

Qual a expectativa?
Quero entrar logo no meu ritmo de treino e jogos depois de seis meses parado. Não vou ficar esperando muito. Se chegar algo bom, eu vou aceitar. Preciso ter uma estabilidade para a minha família para não ficar pulando de um lugar para outro. Meus filhos precisam ir para a escola e o tempo está passando.