O Everton apresentou nesta semana a versão final do projeto de seu novo estádio ao conselho municipal de Liverpool. O clube depende de aprovação pública para iniciar as obras. A arena está orçada em 500 milhões de libras esterlinas (algo em torno de R$ 2,6 bilhões) e deve ser entregue em 2023.
Tanta burocracia se deve à escolha do local e também à ousadia do projeto. Com visual futurista, a arena ficará à beira do rio Mersey, junto à área das docas, usando estruturas subaquáticas. A área do rio será preservada e fará parte do visual do estádio. O responsável pela obra foi o arquiteto americano Dan Meis.
Os cuidados em relação ao projeto envolvem a comunidade local e gerou até repercussão mundial. O Comitê de Patrimônio da Unesco chegou a se manifestar e a declarar temor quanto ao impacto ambiental com um empreendimento desse tamanho (52 mil lugares).
A diretoria do Everton e os responsáveis pelo projeto argumentam que a área escolhida só tem a ganhar. Sofrerá um processo de revitalização, motivando outros empreendimentos. A projeção é que a cidade ganhe uma receita anual de 1 bilhão de libras esterlinas (R$ 5 bilhões) após a abertura da arena.
Ao menos, o Everton já conta com a aprovação popular.
O projeto também chama a atenção pelo visual, composto de "tijolo, aço e vidro, inspirado em edifícios marítimos de Liverpool". A obra ainda vai incorporar características culturais e históricas da cidade. E terá referências ao Goodison Park, casa do Everton desde sua fundação, em 1892.
O setor das arquibancadas foi projetado para reproduzir a "Muralha Amarela" do Borussia Dortmund, com 13 mil lugares, e possbilidade de público assistir aos jogos em pé. As arquibancadas também serão mais ingremes e próximas ao campo. A ideia é que a acústica crie um clima de pressão intensa.
“É um marco para o clube, mas também uma profunda declaração de intenções para o nosso futuro. Foram muitos anos de trabalho que combinaram a paixão de nossos fãs com design de classe mundial e o compromisso de criar algo verdadeiramente especial na orla marítima de Liverpool", disse Denise Barrett-Baxendale, CEO do Everton.
Após aprovação no conselho municipal, o Eventon ainda dependerá de aval do comitê de planejamento da cidade para executar as obras.
