O Barcelona já tem uma missão na janela de transferências de janeiro e não envolve a busca por uma grande estrela ou a contratação de algum jovem que possa estourar nas próximas temporadas. A busca é aliviar as finanças do clube catalão e obter 124 milhões de euros (R$ 560 milhões) em vendas.
A informação é do jornal espanhol "El Pais" desta quinta-feira (26). Uma surpresa, uma vez que nos últimos dias falou-se em um "reforço por setor".
De acordo com a publicação, trata-se de uma meta orçamentária e cumprir o orçamento é visto como a prioridade dentro do clube. A única voz contrária as vendas neste momento é o treinador Ernesto Valverde. Mas mesmo ele tem o futuro incerto.
A sua permanência vem sendo condicionada sempre aos resultados. Já estava assim ao final da última temporada. Voltou a ser cobrado em novembro, depois nas vésperas do clássico contra o Real Madrid (empate sem gols) e não será diferente no calendário de janeiro.
Uma das provavéis baixas é o meia Carles Aleñá, 21, embora Valverde não seja favorável. Ele tem usado o jogador quando entende ser necessáiro, embora o jovem já tenha sinalizado que quer ter mais minutos em campo em 2020.
Vidal e Rakitic também estão cotados para sair. Eles vêm sendo pouco aproveitados e aguardam propostas. Novamente o treinador é contrário.
"Eu venho fazendo meu trabalho e deixo esse assunto para os meus representantes cuidarem. Estou feliz no Barcelona e vamos pensar em tudo isso quando eu me reapresentar [na primeira semana de janeiro]", disse Vidal aos jornalistas assim que desembarcou no Chile.
Há outros nomes na lista, a maioria meio-campistas (são sete nomes no elenco, o que a direção considera demasiado).
A direção do Barcelona também sabe das carências do elenco. Uma delas é buscar alguém que possa ajudar Suárez pelo lado direito, algo que Jordi Alba não tem conseguido suprir. Mas, mesmo assim, vai priorizar as vendas e evitar ao máximo aquisições.
