O São Paulo rebateu nesta quarta-feira, por meio de uma nota oficial, o pedido de impeachment do presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, feito na noite da última terça-feira. No comunicado, afirma que a solicitação é "equivocada, factoide e oportunista".
"O requerimento é uma peça discutível e equivocada, obra de uma parcela de conselheiros movida pelo intuito de criar factoides e tumultuar o ambiente do clube. A manobra ocorre, não por acaso, na véspera de decisiva partida contra o Internacional pelo Brasileirão - o que deveria ser momento de união entre as forças são-paulinas -, servindo para esses senhores de janela de oportunidade contra a gestão", diz trecho da nota.
O pedido de impeachment foi assinado por um grupo de 50 conselheiros alegando "gestão temerária", "empréstimos de bancos sem a aprovação do conselho" e "estouro de orçamento". Este último baseia-se em um déficit no orçamento de R$ 76,5 milhões registrados até agosto.
"O documento, divulgado por alguns órgãos de comunicação, baseia-se num suposto descumprimento na execução do orçamento de 2019, ainda com o ano em curso, o que, de saída, desqualifica de forma clara a argumentação. O simples fato de o ano ainda não ter terminado torna o documento insustentável perante a gravidade daquilo que está sendo requerido. É, pois, expediente oportunista de seus signatários", rebateu o São Paulo em nota.
O pedido de impeachment ainda não foi protocolado para apreciação de Marcelo Abranches Pupo Barboza, presidente do Conselho Deliberativo São Paulo. Ele é o responsável por fazer a primeira análise dos documentos e, dependendo do caso, enviar à Comissão de Ética.
O estatuto do São Paulo prevê que para ser destituído, um presidente precisa ter votos de 2/3 dos membros do Conselho Deliberativo no pedido de impeachment.
O mandato de Leco, que ocupa o cargo desde 2015, como presidente do São Paulo termina em dezembro de 2020.
Confira a nota oficial do São Paulo
"Carece de fundamento o pedido de destituição protocolado ontem contra o Presidente do São Paulo Futebol Clube e sua Diretoria, conforme noticiado pela imprensa.
O requerimento é uma peça discutível e equivocada, obra de uma parcela de conselheiros movida pelo intuito de criar factoides e tumultuar o ambiente do clube. A manobra ocorre, não por acaso, na véspera de decisiva partida contra o Internacional pelo Brasileirão - o que deveria ser momento de união entre as forças são-paulinas -, servindo para esses senhores de janela de oportunidade contra a gestão.
O documento, divulgado por alguns órgãos de comunicação, baseia-se num suposto descumprimento na execução do orçamento de 2019, ainda com o ano em curso, o que, de saída, desqualifica de forma clara a argumentação. O simples fato de o ano ainda não ter terminado torna o documento insustentável perante a gravidade daquilo que está sendo requerido. É, pois, expediente oportunista de seus signatários.
Esta administração, pautada por condutas sempre corretas e transparentes, está, como sempre esteve, aberta ao diálogo franco e irrestrito, mas não vai tolerar arroubos como os perpetrados. A disputa política precisa, acima de todas as diferenças, respeitar regras e processos, e não enveredar para um vale-tudo oportunista e demagógico. Esse caminho não atende aos objetivos do São Paulo, nem está em concordância com as tradições da nossa instituição."
