Um dos clubes mais importantes do mundo, o Barcelona completa nesta sexta-feira (29) 120 anos de existência. Clube poliesportivo que tem como principal atividade o futebol, o Barça se tornou um dos maiores símbolos da Catalunha e entrou para o hall dos clubes mais vencedores a partir da chegada do holandês Johan Cruijff, na década de 1970.
Primeiros anos (1899-1909)
Os primeiros anos foram difíceis para o Barcelona, que foi fundado por Joan Gamper, um suíço de 21 anos, no gimnásio Solé, em Barcelona, no dia 29 de novembro de 1899. Naquele mesmo ano, 32 pessoas se associaram ao clube.
Em 1904, ao fim dos cinco primeiros anos do clube, já eram 254 sócios. Dois anos mais tarde, porém, a existência do clube foi ameaçada por uma crise econômica, que derrubou o número de sócios para menos de 50.
O crescimento (1910-1919)
Depois de superar a crise, o Barça começou a crescer por conta da Calle Industria, um campo com capacidade para 6 mil espectadores. Lá, Paulino Alcántara se transformou em lenda do clube catalão.
Após conquistar a Copa Catalunha três vezes na década anterior, o Barcelona se tornou dominante na competição regional e chegou a conquistar a Copa da Espanha em duas oportunidades.
A Era Dourada e o catalanismo (1920-1929)
O Barça começou a década de 1920 com 3 mil sócios e, após sua primeira “época dourada”, chegou aos 11 mil no fim do período.
Em 1922, foi inaugurado o campo Les Corts, com capacidade para 30 mil pessoas, sendo o primeiro grande estádio da história azul-grená. Com quatro títulos da Copa da Espanha na década, o Barça se tornou símbolo da Catalunha nesta época.
O governo ditador de Primo de Rivera na Espanha fechou o estádio do clube e ordenou a demissão de Gamper da presidência do Barça por conta de vaias da torcida ao hino nacional da Espanha durante uma partida amistosa.
A Guerra Civil (1930-1939)
Além da instabilidade política, a década começou também com a morte de Joan Gamper, fundador do Barcelona. O clube organizou uma excursão por México e Estados Unidos para tentar arrecadar fundos, mas muitos jogadores não quiseram nem mesmo voltar por conta da ditadura.
De 10 mil sócios em 1930, o clube passou para pouco menos de 2.500 no fim da década.
Da promoção à consolidação (1940-1949)
Por conta da falta de dinheiro e da ditadura de Franco, os anos pós-Guerra Civil também foram complicados para os catalães. A dificuldade foi tanta que o clube chegou a disputar a permanência na primeira divisão do Campeonato Espanhol contra o Murcia, em partida que venceu por 5 a 1.
Já em 1945 conseguiu conquistar seu primeiro título de LaLiga em 16 anos de existência. Crescendo no final da década, o Barça conquistou um triplete em 1949 e iniciou outra era dourada.
As cinco Copas (1950/1959)
Hegemônico, o Barcelona conquistou todos os títulos possíveis entre 1951 e 1953 e ganhou o nome de “Barça das cinco Copas”.
A inauguração do gigante Camp Nou, em 1957, coroou uma das mais lindas décadas do clube da Catalunha.
A travessia do deserto (1960-1969)
Após perder a Copa Europeia de 1961 na final, o Barça viveu o fim de uma era, com jogadores importantes como Kubala e Suárez saindo e um período sem títulos se iniciando.
De Cruijff à Basileia (1970-1979)
Com a abertura do mercado para a compra de jogadores estrangeiros, em 1973, o Barcelona contratou o holandês Johan Cruijff e literalmente mudou a sua história. Um ano depois, o clube conquistou LaLiga e se tornou uma importante força social na Catalunha.
Em 1979, ganhou a Recopa, primeiro título continental do clube, na Basileia, na Suíça, com o apoio de 30 mil torcedores do Barça.
Os pênaltis malditos (1980-1989)
A final da Copa Europeia de 1986 se tornou uma grande ferida na história do Barcelona, que enfrentou o Steua Bucareste em Sevilha e perdeu nos pênaltis, com nada menos que 4 cobranças perdidas.
O episódio causou uma crise no clube, que culminou na volta de Cruijff ao clube em 1988, como treinador. Na mesma década, Maradona foi contratado sob muita expectativa, mas deixou a desejar.
Wembley, glória e queda do time dos sonhos (1990-1999)
A conquista da primeira Champions League da história do clube, em 1992, em Wembley, é uma página inesquecível na história barcelonista. O time dos sonhos que ganhou a taça representou o primeiro grupo de lendas desde o Barça das cinco Copas.
Após a saída de Cruijff, o clube entrou na maior crise de sua história.
Da crise à glória (e Messi) (2000-2009)
A virada do século foi fundamental para o Barcelona. Há cinco anos sem conquistar títulos, o Barça passou por uma revolução em 2003, com a vitória de Laporta como presidente e a chegada de Ronaldinho.
Três anos depois, em 2006, a conquista da Champions League, contra o Arsenal, representou o ponto de virada do clube. Como se não bastasse, a década ainda teve a revelação de Messi e o início da Era Guardiola, com outra Champions conquistada em 2009.
Filosofia contra resultado (2010-2019)
Guardiola ainda conquistou mais uma Champions League pelo clube catalão em 2011, mas sua saída, aliada à trágica morte de Tito Vilanova causou problemas.
Seja com o ano de Tata Martínez, os três anos de Luís Enrique ou a chegada de Ernesto Valverde, o Barcelona tentou caminhar em modo automático, sem mudar seus rumos ou sua personalidade, mas encara os últimos anos de Messi no clube com mais dúvidas do que certezas sobre o futuro.
