Sete títulos da Libertadores no museu e uma complicada situação financeira. Essa é a realidade do Independiente, maior campeão do principal torneio da América do Sul e atualmente devendo para elenco, jogadores e até dirigente.
Muitos dos contratos firmados pelo clube são em dólar, ao passo que a moeda nacional, o peso argentino, está se desvalorizando, fato que atrapalhou muito as já apertadas contas.
“Vamos ter que renegociar alguns contratos”, disse o vice-presidente do clube, Pablo Moyano. Ou seja, pagar menos do que o prometido.
De acordo com informações do Diario Olé, o salário mais alto do elenco é de cerca de R$ 385 mil mensais, algo que o clube não consegue mais bancar.
Em novembro, parte da cota de televisão do clube foi bloqueada para pagar 10% das dívidas com os jogadores, seguindo regras da Superliga Argentina. Em dezembro, serão 20%, uma vez que a diretoria já comunicou que não conseguirá pagar.
Se a penúria continuar, em janeiro serão 30%, e em fevereiro a entidade organizadora já poderá tirar pontos do Independiente na tabela.
Para piorar, as contas do clube com a Superliga estão bloqueadas graças a uma dívida de 1 milhão de dólares cobrada pelo ex-dirigente Cláudio Ciancio.
Liquidação de jogadores?
Como se não bastasse os problemas atuais, o Independiente é acionado na Fifa por calotes em transferências de jogadores. América do México, Torino, Pumas, Celta de Vigo, Emelec e Defensor são alguns clubes que estão na fila para receber o que é devido. No total, os valores ultrapassam os 4 milhões de dólares, ainda segundo o Diário Olé.
E ainda tem as dívidas antigas... No balanço do clube, aponta-se um passivo de 1,2 bilhão de pesos (cerca de R$ 84 milhões).
Para aliviar as finanças, além de renegociar os contratos do atual plantel, o Independiente espera vender vários jogadores.
Na ‘liquidação’, estão incluídos o goleiro Martín Campaña, os defensores Alan Franco e Nicolás Figal e os atacantes Cristian Chávez, Francisco Pizzini e Martín Benítez.
E apesar da realidade difícil, o vice-presidente do clube mantém a tranquilidade.
“O sócio não tem por que se preocupar. A dívida é manejável e vai entrar dinheiro de algumas transferências”, disse Pablo Moyano.
