Neymar: De desconfiança com problemas físicos a desinteresse do jogador: jornal revela por que renovação com o PSG travou

A revista Don Balón, da Espanha, foi a primeira a mencionar, em 3 de outubro, a possibilidade de o contrato de Neymar com o PSG, válido até 2022, ser estendido. No passado, Neymares pai e Jr. Já tinham também mencionado a hipótese.

Mas, segundo o jornal francês Le Parisien, o processo está estagnado. O que leva a uma pergunta ainda mais importante: para que o clube prolongaria o vínculo com um atleta até 2025 ou 26, que expressou claramente seu desejo de deixar o clube e que está em rota de colisão com grande parte dos torcedores?

A resposta é quase a mesma de sempre no mundo do futebol: dinheiro. Um jogador de primeira linha, como Neymar, vai perdendo valor à medida que seu contrato vai chegando ao fim. Por essa lógica, prolongá-lo, manteria seu valor em um patamar mais alto. Além disso, campo à parte, a permanência dele poderia permitir ao clube, globalmente, manter seus projetos de marketing esportivo.

Por outro lado, uma renovação certamente faria com que o estafe do jogador demandasse luvas pelo novo contrato. Na ponta do lápis, o clube precisa entender se a conta faz sentido.

Mesmo porque, o que não falta é desconfiança.

A começar pela saúde do jogador. Em dois anos, o camisa 10 teve três lesões importantes, sendo uma muscular na coxa e duas no pé direito. O PSG quer ter certeza de estar negociando com um jogador em suas pelas condições físicas antes de assinar qualquer novo vínculo, a despeito das vantagens.

Os próximos meses serão determinantes neste sentido.

Nas últimas semanas, falou-se também, na imprensa europeia, de uma “cláusula de estabilidade” da Fifa, que o brasileiro pode acionar, caso queira comprar a briga e deixar o clube francês por outra equipe da Europa.

Pela cláusula, qualquer jogador de menos de 28 anos pode romper unilateralmente seu contrato ao fim de três temporadas, em troca de uma indenização compensatória, calculada sobre o que ainda faltaria ser pago em relação ao valor do contrato, das especificidades legais e outros critérios objetivos.

Essa indenização , normalmente, é calculada em cima do valor total do contrato e do tempo restantes. No caso de Neymar, o valor gira em torno de 60 milhões de euros por temporada.

“Mas essa cláusula caiu em, desuso. Há dez anos, ela não é utilizada, por falta de entendimento sobre o que seria, de fato, uma compensação indenizatória justa e de um texto que explique melhor sua aplicação”, diz Philippe Piat, presidente do FIFPro, do sindicato internacional de jogadores de futebol.