Diego Renan é cria das categorias de base do Cruzeiro e conhece bem a situação pela qual vive a equipe celeste neste Campeonato Brasileiro. Em 2011, ele estava na equipe que conseguiu escapar do rebaixamento para a Série B na última rodada do Campeonato Brasileiro após golear o arquirrival Atlético-MG por 6 a 1 na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas-MG.
O Cruzeiro precisava vencer de qualquer forma para não cair. O lateral-esquerdo lembra que a diretoria levou a equipe para bem longe de Belo Horizonte para
"Eu lembro que a gente jogou contra o Ceará na penúltima rodada no domingo em Fortaleza. Na terça, fomos para Atibaia-SP e só voltamos para BH no sábado. Foi uma semana toda longe e a movimentação era bem restrita. Quase não tinha imprensa por lá e pudemos nos concentrar bem só para aquele jogo", disse ao ESPN.com.br.
O jogador acredita que a arrancada que o time conseguiu em 2011 pode servir de exemplo para que os comandados por Abel Braga possam sair da degola. "Foi um momento complicado porque brigamos contra o rebaixamento, mas a vitória sobre o maior rival foi bem marcante", afirmou.
Natural de Surubim, Diego Renan começou no clube Cara e Coroa antes de chegar ao Cruzeiro, aos 14 anos. O lateral, que atua tanto pela direita quanto pela esquerda, subiu aos profissionais em 2009, quando o time celeste foi vice da Libertadores. Nesta época, ele tinha passado no vestibular para Administração, mas desistiu de fazer o curso para se focar na carreira.
"Fiz minha estreia contra o Ituiutaba-MG. Consegui uma brecha na lateral-esquerda e fiz 31 jogos com o Adilson Batista. O que mais me marcou neste ano foi meu primeiro gol profissional contra o Santo André pelo Brasileiro. Eu saí do banco de reservas e balançei as redes depois de 20 segundos em campo! Também foi marcante meu primeiro gol no Mineirão contra o São Paulo."
Diego ficou no Cruzeiro até 2013, quando foi emprestado para o Criciúma, no qual sofreu uma lesão no ligamento do joelho e precisou operar. No ano seguinte, ele foi cedido ao Vasco,
"Eu voltei a jogar em fevereiro. Fiz 47 jogos e conquistamos o acesso para a Série A do Brasileiro e perdemos a final do Estadual para o Flamengo com gol no último lance de um jogador que estava impedido. Essa passagem foi muito importante para que eu retomasse a confiança."
Depois, o lateral foi para o Vitória, no qual permaneceu entre 2015 e 2016.
"Consegui mais um acesso para a Série A e fui campeão baiano. Fiz 18 gols em um ano e fui o 'lateral-artilheiro' do Brasil. Eu consegui ter mais êxitos tanto na parte individual quanto na coletiva."
No começo de 2017, ele foi contratado pela Chapecoense, que estava reconstruindo seu elenco depois da tragédia que matou 71 pessoas na Colômbia. Após ser campeão catarinense, o lateral acertou com o Figueirense no ano passado.
"Já vivi os dois lados do futebol. Vi clubes que tinham estrutura boa e organizados, mas peguei no Figueirense uma situação não tão legal. Tudo que acontecia no ano passado se refletiu neste ano, com W.O. e salários atrasados. Torço para que o clube se reorganize porque é o torcedor quem sofre mais."
Contratado pela Ponte Preta no começo do ano, Diego Renan se impressionou com a vitória por 3 a 0 no clássico contra o Guarani.
"É uma rivalidade muito grande e tem uma proporção enorme na cidade de Campinas. Já joguei Cruzeiro x Atlético-MG, Vasco x Flamengo, Vitória x Bahia, mas esse dérbi é diferente. Todos os clássicos têm sua rivalidade e grandeza. Mas a motivação e a mobilização no clube e dos torcedores é diferente de todos que já passei. Esse 3 a 0 foi um dos jogos mais marcantes da minha carreira."
Na última segunda-feira, ele rescindiu seu contrato com a equipe de Campinas.
