Víctor Valdés; Belletti, Puyol, Oleguer e Van Bronkhorst; Márquez, Xavi e Deco; Ronaldinho, Eto’o e Larsson. E também Iniesta. Estes foram os jogadores com quem Frank Rijkaard contou em Montjuic na noite em que Lionel Messi estreou com o Barcelona.
Ter Stegen; Sergi Roberto, Todibo, Piqué e Semedo; De Jong, Vidal e Arthur; Suárez e Dembélé. E também Busquets, Rakitic e Araujo. Os eleitos por Ernesto Valverde no, até agora, último jogo de Messi no Barça.
Entre um e outro são 692 encontros oficiais que soma o craque argentino, que debutou com a 30 nas costas, usou a 19 entre 2005 e 2008 e fez-se dono da 10, que herdou de Ronaldinho Gaúcho para convertê-lo em seu número mágico, o das estrelas e que chegou, inclusive, a promover um espetáculo do Cirque du Soleil.
Inumeráveis companheiros durante 15 anos no Barça, e é impossível eleger um “11 ideal” em sua carreira azul-grená. Ainda que este, sem dúvida, seria excepcional: o formado por Victor Valdés no gol; Daniel Alves, Puyol, Márquez e Abidal na defesa; Xavi, Iniesta e Deco no meio-campo; e Ronaldinho e Eto’o o acompanhando no ataque. Curiosamente, dez jogadores que já não estão no clube.
Parece difícil, quase injusto, deixar fora Piqué e Busquets, Suárez e Jordi Alba, ou até Neymar... É o que acontece ao ter que escolher um grupo de acompanhantes durante 15 anos de carreira.
VICTOR VALDÉS
Goleiro titular quando Messi estreou na primeira equipe, foram companheiros até a saída de Victor em 2014. Houve outros goleiros como seu amigo Pinto, Jorquera, Bravo, Cilessen, Matip e Neto. Ou Ter Stegen, o atual e intocável titular do Barça com o qual compartilha vestiário há cinco anos... ainda que se entenda que não há ninguém em sua carreira como Victor Valdés.
Quando chegou estava Belletti, e hoje o posto é dividido por Semedo e Sergi Roberto. Estiveram Zambrotta, Thuram e em eventualidades Puyol... Mas nada como Daniel Alves, intocável entre 2008 e 2016, o sócio perfeito na melhor época do Barça e cujo entendimento com Leo foi excepcional.
CARLES PUYOL
O grande capitão do Barça de Guardiola somava já seis temporadas no primeiro time quando debutou o craque argentino e se aposentou nove anos depois devido a problemas físicos que incomodaram os últimos momentos de sua carreira. Zagueiro, poucas vezes lateral, de imponente figura, foi um dos maiores apoios de Leo em seu começo e um colega indiscutível com o passar dos anos.
RAFA MÁRQUEZ
Messi é íntimo, desde seu tempo de base, com Piqué... Mas quando apareceu no primeiro time, Gerard tinha ido para o Manchester United e, ainda que no centro da defesa despontasse outro colega de La Masia como Oleguer ou no transcorrer dos anos aparecessem outros do tamanho de Mascherano (realocado), Umtiti ou até Lenglet, o Kaiser de Michoacán foi um dos jogadores que marcaram a primeira etapa da Pulga, desde sua chegada e até sua consagração definitiva.
ERIC ABIDAL
Van Bronkhorst, Silvinho ou Jordi Alba. E também Adriano ou Maxwell. E Abidal. Eterno Abidal, especialmente afetado pela doença que sofreu o francês, um cara cujos conselhos íntimos tiveram muito presentes em seus primeiros anos.
DECO
Injusto apartar do cenário Sergio Busquets do melhor meio-campo que teve o Barça em sua história moderna. Não poderia, porém, deixar escanteado Deco, o jogador a quem Messi substituiu na noite de sua estreia e que foi um de seus melhores padrinhos durante os primeiros anos de Leo no Barça. Ele o acompanhou no campo, o mimou no vestiário e foi um personagem capital em seu crescimento.
XAVI HERNÁNDEZ
O guardião das essências, o tipo que calibrou e deu sentido ao futebol do Barça entre 1999 e 2015, um dos sócios ideais para entender o jogo de Messi, com quem se entendeu sempre à perfeição no campo e fora dele. O Barça, desde 2004, teve muitos meio-campistas, mas seria impossível não colocar no centro de tudo Xavi Hernández. Quem sabe o último treinador que terá Leo no Barça...
ANDRÉS INIESTA
Apenas se conheceram no dia em que Messi estreou contra o Espanyol, mas em somente dez minutos juntos sobre o campo aconteceu uma conexão especial, que com o passar dos anos se converteu em maiúscula. Nem precisavam se olhar no campo de jogo para saber o que pensava o outro, e a excelência de um combinava com a majestade do outro para entender o que foi seu Barça.
RONALDINHO GAÚCHO
Um dos ídolos de Messi e quem o presenteou com a assistência de seu primeiro gol com o Barça frente ao Albacete. Faz-se difícil imaginar até onde teria chegado sua relação futebolística se o brasileiro não tivesse se “demitido” do futebol após alcançar o auge muito antes do esperado, mas é uma realidade que vê-los juntos em campo foi uma delícia pela magia que ambos apresentavam no futebol de ataque azul-grená. Seria impossível falar de La Pulga no Barça sem fazer menção a Ronaldinho, cujo papel, em certa medida, tomou anos depois Neymar, outro brasileiro mágico e ilustre na carreira de Leo.
SAMUEL ETO’O
Seu amigo, seu melhor colega com o passar dos anos e sócio ideal de sua carreira é Luis Suárez. Sem dúvida. Em tempos passados teve David Villa e Alexis Sánchez, e ainda sobrou o desfocado e triste Ibrahimovic, que podia ser e não foi... Mas o crescimento até o topo Messi desfrutou, e em razões sofreu, com Samuel Eto’o, o leão indomável com o qual compartilhou seis temporadas. Artilheiro insaciável que acompanhou o argentino antes que, com sua saída, passasse de um jogador maiúsculo a também um goleador bestial.
