<
>

Gustavo Henrique, zagueiro do Santos, foi vendedor de hot dog e agora é destaque do Bola de Prata

play
Bola de Prata: Veja a seleção após 22 rodadas do Campeonato Brasileiro (0:57)

O Flamengo é o time com mais jogadores na premiação (0:57)

A vida de Gustavo Henrique Vernes, zagueiro do Santos que entrou na seleção da 22ª rodada do prêmio Prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet, deu muitas voltas. Nascido em São Paulo, ele foi muito cedo para Salvador, na Bahia, onde sustentava o grande sonho de entrar em campo e atuar por uma equipe de futebol profissionalmente.

Desde pequeno ele já ajudava seus pais em uma barraca de lanches na praia da capital baiana. Em meio às vendas, a correria: dois anos depois, começou a jogar no Vitória. Meio-campista 'baixinho' daqueles camisas 10 natos, Gustavo Henrique teve de ser recuado pelo técnico das categorias de base. O motivo, ele próprio explica.

"Quando cheguei ao Vitória, eu era meia, mas fui crescendo demais e acabei virando volante, até virar zagueiro. Agora só falta virar goleiro. Pelo menos pela altura eu não ia levar gol de cobertura, mas tecnicamente eu sou muito ruim (risos)", contou o jogador de 1m95, em entrevista ao ESPN.com.br, em 2015.

Aos 13 anos, ainda como jogador da base do "Leão da Barra", Gustavo continuava ajudando a família com as vendas de lanches, desta vez ao lado do Barradão. Um de seus clientes mais assíduos à época era o então destaque do sub-20 do Vitória e constatemente veste a camisa amarela da seleção brasileira.

"O David Luiz ia lá sempre comer lanche com a gente. Ele me deve uma camisa até hoje. Brinco com ele porque ele prometeu, e a minha mãe está esperando ansiosa por isso (risos). Ele era um dos que mais comiam lá. Ele lembrou do lanche e até disse para o Rafael Cabral (ex-goleiro do Santos) que era muito bom. Minha mãe ficou feliz", lembrou, com orgulho e bom humor.

"Eu estava no mirim e ele no profissional. Sempre via ele jogando, não chegamos a atuar juntos, mas gostava de vê-lo jogar", continuou o zagueiro.

Se sua mãe era uma verdadeira "mestre-cuca", Gustavo, ao contrário, conta que não possui tantos dotes culinários assim.

"Ela fazia cachorro quente, misto e o bolinho de chocolate fazia o maior sucesso. Antes dos treinos, toda molecada ia lá pedir pra reservar um pedaço pra buscar depois. Eu mais vendia e fazia a cobertura dos bolinhos e, nos sábados, a gente ficava até as 4h da manhã fazendo lanche. Eu não sei cozinhar quase nada, mas pelo menos montar lanche eu manjo (risos)", brincou.

Gustavo Henrique chegou ao Santos ainda novo, em 2007, e seu grande destaque nas categorias de base do time da Baixada o fizeram ser erguido pela primeira vez à equipe profissional cerca de quatro anos depois, sob o comando de Muricy Ramalho.

Ele foi transformado em titular absoluto após a saída de Durval para o Sport e a ausência de Edu Dracena em 2014.

Após sofrer com problemas no joelho e passar por cirurgias, ele voltou a se firmar com o técnico Jorge Sampaoli. O contrato de Gustavo Henrique vai até 31 de janeiro de 2020.