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Para ter Ansu Fati na seleção, Espanha 'derruba qualquer barreira legal' e lhe dá passaporte

Após o jovem atacante africano Ansu Fati, de apenas 16 anos, do Barcelona, decidir que quer defender a seleção espanhola, apesar de ter nascido em Guiné-Bissau, a Espanha providenciou ao garoto um passaporte europeu em tempo recorde, segundo informa nesta sexta-feira o jornal El País.

De acordo com o diário, o documento saiu "graças à resolução do Conselho de Ministros da Espanha", e foi feito nesta velocidade "de forma extraordinária", para que Fati tenha condições de disputar o próximo Mundial sub-17, que será realizado no Brasil entre 26 de outubro e 17 de novembro.

O diário salienta que "a intervenção dos organismos do Governo e a pressa da Federação Espanhola derrubaram qualquer barreira legal que poderia haver", e com isso Ansu foi naturalizado espanhol nesta sexta, ao lado da velejadora holandesa Nicole Van der Velden, que também passará a representar a Espanha no esporte.

O jogador nasceu em Guiné-Bissau, mas por conta da família também poderia escolher Portugal para defender. No entanto, preferiu a Espanha.

Com 16 anos, o africano quebrou o recorde catalão e se tornou o jogador mais jovem do Barça a estrear em competições da Uefa após entrar no empate contra o Borussia Dortmund, pela estreia na Champions League, na última terça-feira, dia 17.

Sua possível convocação para o Mundial sub-17, porém, não é do agrado do Barça.

Isto se deve ao fato da equipe blaugrana ter que ficar sem seu jovem destaque por quase um mês, período no qual ele perderia partidas importantíssimas, como o clássico contra o Real Madrid, por LaLiga.

O técnico da Espanha sub-17, David Goro, porém, já deixou claro que pretende convocar Ansu Fati.