Segundo o CEO do Barcelona, Óscar Grau, o time catalão será a primeira equipe esportiva no mundo a ter um orçamento maior que 1 bilhão de euros (R$ 4,57 bilhões).
O anúncio foi feito em coletiva nesta quinta-feira, na qual Grau e o tesoureiro Enric Tombas apresentaram os números finais do balanço financeiro da temporada 2018/19 e o orçamento previsto para 2019/20.
De acordo com os dirigentes, a estimativa é de que o Barça arrecade 1,047 bilhão de euros (R$ 4,79 bilhões) na atual temporada, 57 milhões de euros (R$ 260,71 milhões) a mais que em 2018/19.
Além disso, a previsão é que o clube feche 2019/20 com um superávit de 40 milhões de euros (R$ 182,95 milhões).
Para chegar a esses valores, o clube blaugrana prevê crescimento em vários setores, principalmente em patrocínios e marketing, ampliando os ganhos nesta área de 325 milhões de euros (R$ 1,486 bilhão) para 374 milhões de euros (R$ 1,710 bilhão).
Isso ocorrerá graças a novos parceiros e à gestão própria da rede de lojas oficiais, que agora é controlada 100% pelo time.
Todavia, a venda de jogadores segue sendo parte importantíssima para chegar ao valor desejado no orçamento 2019/20.
Segundo Grau e Tombas, o Barcelona terá que arrecadar ao menos 124 milhões de euros (R$ 567,15 milhões) com negociações de atletas.
"A venda de futebolistas não deve ser encarada como uma atividade ordinária do clube, porque, no final das contas, eles não deixam de ser ativos da entidade, e também forma parte de nossa conta de exploração comercial", salientou o CEO.
As contas também mostram que, para alcançar os números desejados, o Barça terá que reduzir sua massa salarial.
A conta é simples: queda em 3% da massa salarial, passando de 525 milhões de euros (R$ 2,401 bilhões) para 507 milhões de euros (R$ 2,318 bilhões).
A amortização dos jogadores também deve sofrer redução: de 146 milhões de euros (R$ 667,77 milhões) para 135 milhões de euros (R$ 617,46 milhões).
