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A sanguinária briga entre duas irmãs barrabravas que leva o terror para o Chacarita Juniors, da Argentina

'La Dueña' e 'La Negra', as irmãs que disputam o controle das barras do Chacarita Reprodução

O Chacarita Juniors é conhecido por ser um dos times mais tradicionais de Buenos Aires, além de ter uma das torcidas mais apaixonadas da Argentina.

Nos últimos meses, porém, as notícias envolvendo a equipe tricolor deixaram a seção de esportes e foram parar nas páginas policiais.

Isto porque, no momento, há uma verdadeira guerra pelo comando da principal barrabrava do clube.

Curiosamente, o conflito é encabeçado por duas irmãs: Angélica Molina, conhecida como La Dueña, e Ana Molina, apelidada de La Negra.

Desde abril de 2018, quando Angélica expulsou Ana e outros hinchas antigos da barrabrava, foram formadas duas facções: "La Legendaria", comandado por La Dueña, e "La Famosa", chefiada por La Negra.

As gangues lutam ferozmente pelo controle das arquibancadas do estádio de Villa Maipú, além do dinheiro gerado nas partidas, principalmente com venda de ingressos.

Ao longo dos últimos meses foram diversos confrontos, já que as duas facções possuem um forte arsenal e membros dispostos a morrer pelas irmãs Molina.

O que poderia ter sido o maior deles, todavia, foi evitado na última terça-feira.

Antes do empate por 2 a 2 entre Chacarita e San Martín de Tucumán, a polícia de Buenos Aires evitou um massacre ao prender quatro pessoas da facção "La Famosa" fortemente armadas, que preparavam uma emboscada para atacar a gangue rival, a 200 metros do estádio.

Com os delinquentes, foram apreendidos uma metralhadora, duas pistolas e uma submetralhadora, além de facas e outros objetos cortantes e perfurantes.

Nem Angélica e nem Ana estavam presentes no momento, e, por isso, seguem tendo direito de admissão aos campos na Argentina.

"Até o momento, elas não cometeram nenhuma contravenção, nem nada que possa proibir a entrada de ambas no estádio", informou Juan Manuel Lugones, secretário-geral da APreViDe (Agência de Prevenção da Violência no Esporte) ao canal El Trece.

No entanto, fontes da polícia disseram ao jornal Clarín que investigam as irmãs Molina em busca de provas que liguem ambas aos criminosos apreendidos.