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Multicampeão no México, ex-Vasco e Atlético-MG admite sondagens do Brasil, mas avisa: 'Estou muito bem'

Em apenas dois anos jogando no México, Rafael Carioca pode conquistar seu quinto título pelo Tigres. Nesta quarta-feira, ele deverá estar em campo contra Cruz Azul pela Leagues Cup.

O ex-jogador de Grêmio, Vasco e Atlético-MG admite que pouco conhecia sobre o futebol mexicano até receber a oferta para sair do Brasil, que em pouco tempo se encantou com o país.

"Procurei saber sobre elenco, time, campeonatos... O que mais me marcou foi quando vi que o Tigres era um clube que sempre batia campeão, e o que me impactou muito foram os torcedores. Aqui os ingressos são vendidos para o ano todo, como na Europa. Independentemente de ser final ou jogos de menor porte, o estádio está sempre lotado, porque tudo já foi vendido antecipadamente", afirmou ao ESPN.com.br.

Desde que chegou ao México, ele faturou o Torneio Clausura, Campeones Cup, Supercopa do México e Torneio Apertura. Além disso foi vice-campeão da Liga dos Campeões da Concacaf, pedendo a final para o rival Monterrey, em 2019.

Com tantos títulos, Rafael Carioca admite que ainda não sabe por quanto tempo pretende permanecer no time mexicano.

"Tive sondagem da Arábia e de alguns clubes brasileiros, mas prefiro não abrir os nomes. Mas não houve acordo em nenhum dos casos", explicou.

O volante foi convocado em 2016 para a seleção brasileira pelo técnico Tite para as partidas contra o Equador e a Colômbia.

Veja a entrevista com Rafael Carioca:

Já é a sexta decisão aí desde que você chegou ao México. Esperava esse sucesso no país?
Na verdade, não esperava esse sucesso, com tantos títulos, tão rápido. As coisas aconteceram de uma maneira muito legal pra mim aqui, os mexicanos me acolheram muito bem. Acredito que parte desse sucesso se deve aos torcedores, ao povo mexicano, aos diretores, comissão técnica e jogadores. Todos me deixaram bem à vontade desde que cheguei.

Como é jogar no México?
É muito bom. É um futebol um pouco parecido com o brasileiro. Só é mais veloz. Os mexicanos são mais rápidos e consegui me adaptar muito bem. Tive que mudar um pouco minha forma de jogar, mas está sendo muito bom jogar aqui.

Você conhecia algo do México? Como pegou informações?
Não conhecia muito sobre o México. Mas, quando surgiu a possibilidade de vir pra cá, comecei a pesquisar sobre o futebol jogado aqui e a conhecer um pouco mais do clube. Procurei saber sobre elenco, time, campeonatos... O que mais me marcou foi quando vi que o Tigres era um clube que sempre batia campeão, e o que me impactou muito foram os torcedores. Aqui os ingressos são vendidos para o ano todo, como na Europa. Independentemente de ser final ou jogos de menor porte, o estádio está sempre lotado, porque tudo já foi vendido antecipadamente.

Alguma história curiosa desse período por aí?
Uma vez, saí para passear com meu filho e minha esposa. Paramos para comprar um doce. Meu filho abriu, começou a comer e a fazer cara feia, como se não tivesse gostado. Ele disse: “Pai, é muito picante”. Eu retruquei: “Como picante se é doce?” Quando fui comer, realmente o doce era mesmo cheio de pimenta, o que é muito normal aqui.

Fale sobre como é jogar com Gignac? Ele é o maior ídolo do time mesmo? Fale sobre como ele é como pessoa também...
O Gignac é um amigo, um cara muito do bem. É uma pessoa sensacional, tem o coração puro. É uma referência no Tigres. Não sei se é o maior ídolo da história do clube, mas hoje sim. É o maior goleador do time, fundamental pra gente.

Como tem sido dentro de campo pra você?
Muito tranquilo, na verdade. Aqui a gente joga basicamente no 4-2-4, eu jogo um pouco mais à frente em relação a como jogava no Brasil. Às vezes, jogo de primeiro ali no meio. Às vezes, também de segundo.

Qual seu plano de carreira? Pretende ficar ou sair?
Não sei dizer, sinceramente. Tenho contrato, não dá pra cravar nada. Mas posso garantir que estou muito bem e tranquilo aqui.

Fale sobre os títulos que venceu e quais te marcaram mais?
Dos títulos que ganhei aqui, o que mais me marcou foi o primeiro, o Apertura, contra o nosso maior rival, o Monterrey. O primeiro jogo foi 1 a 1, no nosso estádio, e fomos decidir na casa deles. A gente saiu perdendo, empatamos e fiz o cruzamento para o zagueiro marcar o gol da virada, o gol do título.

Quais times foram atrás de você recentemente?
Tive sondagem da Arábia e de alguns clubes brasileiros, mas prefiro não abrir os nomes. Mas não houve acordo em nenhum dos casos.

Costuma ver o Brasileiro? Algum clube que você defendeu tem mais identificação?
Sempre acompanho o Campeonato Brasileiro. Vejo jogo do Atlético-MG porque deixei muitos amigos lá. Mas gosto de ver também os jogos do Flamengo, que tem um time muito agressivo, e os do Grêmio, que tem um futebol muito bonito, jogam muito com a bola no pé, jogo de posse de bola.

Você tem planos de voltar à seleção? Dá para ser convocado mesmo jogando no México?
Todo mundo tem vontade de estar na seleção, mas sei que no México é mais difícil, mas nada é impossível. Tenho que continuar fazendo bem o meu trabalho aqui. Se pintar uma oportunidade, representarei o meu país da melhor maneira.