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No Boca Juniors, De Rossi vive em hotel simples, faz compras no supermercado do bairro e tem carro sem GPS para se perder

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De Rossi reforça sonho que tinha em jogar pelo Boca, compara à Roma e define o que é seu novo clube (1:45)

Italiano fará sua estreia com a camisa do time pela Copa Libertadores (1:45)

Novo grande nome do Boca Juniors, Daniele De Rossi não está tendo que se esforçar muito para, naturalmente, se tornar o líder do time e do vestiário - o que já conseguiria apenas com seu nome no futebol.

Já reconhecido por sua liderança nos anos de Roma, o que se vê do italiano desta vez é uma característica que não chegava aos olhos sul-americanos: a simplicidade.

Mesmo tendo amigos como Lisandro López, que fala italiano perfeitamente dos tempos de Inter de Milão, além de Tévez e Zárate que também conseguem se comunicar no idioma, o volante pede que falem com ele em castelhano para que possa "treinar o ouvido" e responder "sem problemas".

Além do esforço para se acostumar com o local e companheiros, o jornal argentino Olé rasgou elogios ao 'romano' pelos hábitos corriqueiros que não se imaginaria que um jogador europeu faria tão abertamente em um clube que chega como uma estrela.

Por exemplo no último final de semana, quando De Rossi não viu problema algum de ir pessoalmente ao mercado do bairro com sua esposa e suas filhas, que chegaram ao país recentemente, e não negar foto a nenhum dos fãs que lhe paravam.

"O europeu com menos pinta de europeu" está bem longe da elegância e glamour italiano desde que pisou na 'Cidade da Fúria' e em nenhum momento quis mostrar diferença por ser uma superestrela do futebol.

Como conta o jornal, muito pelo contrário. No primeiro lugar em que se hospedou quando chegou à Argentina, achou ser muito "exorbitante" e se mudou para um hotel com uma fachada mais parecida com o que via todos os dias em Roma.

Agora, se mudará para uma casa em Palermo para ficar mais próximo das pessoas e da rotina do time.

Além de ir ao mercado como qualquer outro vizinho, De Rossi nunca quis ter um motorista desde que chegou na cidade (exceto as vezes que Burdisso lhe deu carona) e, por isso, o Boca lhe deu um carro para que pudesse se locomover pela cidade, mas, claro, "sem GPS porque essa é a melhor forma de conhecer lugares e ruas".

Sua maneira simples e comum de viver mesmo sendo conhecido mundialmente conquistou ainda mais os torcedores que o foram receber às 6h da manhã em sua chegada. E não ligou de dar autógrafos e tirar fotos até mesmo com seguranças.

Esse é De Rossi: o clássico de tênis, gorro e barba que não tem noção de tudo que representa.

Ah, mas não é muito bom com selfies. Principalmente quando está dentro do carro.