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Neymar, PSG e Barça: a história definitiva dos bastidores da maior transação a não acontecer

Foi uma verdadeira saga. Uma história sem precedentes no futebol que será lembrada por muito tempo, como uma novela que ganhou as manchetes em todo o mundo por quase três meses.

Tudo estava certo para a maior negociação desta janela de transferências. Dois anos depois de deixar a Espanha pela França por cerca de R$ 821 milhões, Neymar, de 27 anos, faria o caminho contrário. Ele, seu pai e o aliado de confiança Pini Zahavi, estavam convencidos de que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde.

Apesar de estar desesperado para sair, o astro brasileiro ainda é jogador do PSG. Os dois clubes envolvidos ficaram frustrados, os torcedores estão descontentes e o jogador está 'preso'.

Como chegamos até aqui? O que aconteceu?

Com reportagens de Jonathan Johnson, Eduardo Fernandez-Abascal, Moises Llorens, Dermot Corrigan, Sam Marsden e Rodrigo Faez

Neymar decide que quer deixar Paris

A princípio, parecia simples: a estrela do Brasil queria deixar o Paris Saint-Germain para retornar ao Barcelona, e o PSG estava aberto a vendê-lo pelo preço certo - o preço deles - para o clube espanhol. O Barcelona também o queria de volta: em particular, Lionel Messi e Luis Suárez desejavam sua presença ali, com a esperança de reunir o trio de ataque que rendeu títulos consecutivos de LaLiga, três Copas do Rei e a Champions League em 2014-15.

Não havia necessidade de uma briga pública entre jogador e clube e também não haveria esse drama. Ele teve uma boa pré-temporada no PSG, parecendo comprometido com o clube, sorrindo às vezes e trazendo sua alegria para o elenco. Ele não jogou nem um minuto porque o PSG não queria correr nenhum risco que pudesse impedir sua possível contratação.

O drama começou em Paris no meio da temporada 2018-19. Ele sofreu outra lesão grave, após lesionar o seu metatarso no ano anterior, e fez apenas 17 jogos no campeonato francês. Em janeiro, ele só pôde assistir dos camarotes a eliminação vergonhosa na Champions League para o Manchester United, que venceu por 3 a 1 e virou o 2 a 0 que sofrera em Old Trafford.

Quando Neymar finalmente voltou, estava em forma o suficiente para ser titular na final da Copa da França, contra o Rennes, em que o PSG alcançou a vantagem de 2 a 0 em 21 minutos - Neymar marcou o segundo gol - mas tudo se acabou quando o título não veio. Após o jogo, Neymar deu um soco no rosto de um torcedor e também criticou publicamente seus companheiros de equipe por sua inexperiência. Neymar recebeu uma suspensão de três jogos por suas ações pós-jogo.

Por enquanto, a reabilitação está em andamento em Paris. Neymar será trazido de volta à equipe e ao PSG. Ele tem muito trabalho a fazer para reconstruir seu relacionamento com os fãs, mas não se engane: no melhor dos casos, Neymar é um grande trunfo para esse time. Agora cabe a ele recuperar sua melhor forma, esquecer o que poderia ter sido (ou deveria ter sido), deixar as lesões para trás e finalmente ser um verdadeiro sucesso em Paris.

Para o PSG, esportivo e marketing, obviamente é melhor com o brasileiro do que sem em todos os sentidos. O objetivo deles será esquecer o que aconteceu e recomeçar, mesmo que seja apenas nesta temporada.

No momento, ninguém dentro do PSG sabe qual será o próximo passo do Barcelona ou quando. Eles voltarão para Neymar em janeiro? Parece improvável ter sucesso com uma transferência tão complicada na meia temporada, mas um retorno à mesa de negociações parece muito provável no próximo verão. Suarez terá 33 anos, com apenas um ano de contrato, enquanto Messi também será um ano mais velho e faria mais sentido que Neymar voltar. Até então, o Barça também pode ter mais dinheiro disponível.

Se você gostou desta saga, prepare-se para uma repetição no próximo verão, apenas Barcelona e Neymar estarão esperando um final diferente.

Segundo todos os relatos, este parecia ser o começo do fim de sua aventura em Paris. Apesar de ainda ter três anos de contrato, o brasileiro já havia se decidido. Ele queria ir embora.

O PSG manda uma mensagem e o Barça a recebe: Neymar está disponível

No final de maio, o número 10 não foi à cerimônia de premiação de final de temporada da Ligue 1 e optou festejar com Rihanna, levando a colega de equipe Kylian Mbappé a exigir mais responsabilidade dentro do PSG.

Nesse momento, a maior estrela de Paris se tornou o francês, não o brasileiro, e Neymar provavelmente sentiu a mudança. Ele começou a deixar as pessoas saberem em particular que ele não estava feliz em Paris e que queria voltar para Barcelona. No entanto, uma grande mudança no clube moldaria involuntariamente toda a saga do verão: Leonardo voltou como diretor esportivo em 14 de junho, seis anos depois de deixar o clube. Em vez de Antero Henrique, figura considerada ineficaz, o PSG recuperou um líder, um negociador duro e um personagem forte. A mensagem de Leonardo era simples: Neymar poderia sair, mas apenas nos termos do PSG.

Dois dias após o retorno de Leonardo, Nasser Al-Khelaifi, presidente e diretor geral do PSG, concede uma entrevista explosiva à France Football, onde, pela primeira vez, ele abriu a porta para a saída de Neymar.

Foi uma iniciativa sem precedentes dos proprietários do PSG, a família real do Catar, permitir que uma figura tão importante como Al-Khelaifi falasse no publicamente. Nos bastidores, eles ficaram frustrados com a conduta de Neymar, suas lesões e com o fato de ele não ter levado o PSG para o próximo nível. (A temporada 2018-19, com apenas o título da Ligue 1 conquistado, foi a pior desde que ele assumiu o clube em 2011.)

Em 18 de junho, pela primeira vez, fontes do clube confessaram que um acordo para trazer Neymar de volta era possível.

Antes disso, o retorno de Neymar não estava presente nos planos do Barça. Sua estratégia na janela foi simples: contratar Antoine Griezmann e Frenkie De Jong, adicionar um lateral esquerdo (Junior Firpo) e dispensar alguns jogadores. Neymar queria voltar e Lionel Messi e Luis Suárez o queriam de volta. Messi, Suarez - os dois estavam de férias juntos em Ibiza - e Neymar trocavam mensagens na esperança de finalmente se reencontrarem dentro de campo.

No clube, ainda havia sentimentos conflitantes sobre isso. Alguns diretores do Barça não o queriam de volta após sua saída conturbada, há duas temporadas, enquanto outros sabiam que dois anos antes da eleição presidencial - os "membros" do Barça votam a cada seis anos em quem dirigirá o clube - seria um grande negócio para Bartomeu trazer Neymar de volta.

Em Paris, Neymar demorou para voltar do Brasil após a lesão que sofreu que o impediu de jogar a Copa América. Apesar da data prevista para o retorno em 8 de julho, ele apareceu em 15 de julho, mas seu pai alegou que o clube estava ciente do atraso.

A essa altura, as tensões estavam subindo bastante, com o PSG se preparando ativamente para a vida sem seu camisa 10. Leonardo começou a pensar em jogadores para substituí-lo, fazendo planos de como ele poderia usar o dinheiro da saída de Neymar para fortalecer o elenco. Ele teve reuniões com Thomas Tuchel. O técnico alemão ama o brasileiro e queria mantê-lo, mas ele também entendeu as posições do clube e do próprio Neymar.

No nível executivo, Leonardo, querendo evitar uma longa saga, assumiu o comando de todas as negociações. Ele falou com o pai de Neymar, que lhe disse que seu filho queria ir embora. Em 9 de julho, Leonardo finalmente confirmou o que todo mundo sabia há semanas: Neymar queria sair e poderia sair se a oferta certa chegasse.

Barcelona segue na busca, mas ganha um forte concorrente

Leonardo pressionou o Barcelona. "Se eles o querem, podem vir agora", disse o brasileiro. Em 15 de julho, Neymar e Leonardo tiveram a primeira reunião juntos. Foi um encontro curto e ambos os lados confirmaram: um queria sair, e o outro não fazia questão de que ele ficasse. Não havia amor ali.

Então Leonardo e Neymar esperaram antes de ter mais conversas; eles também esperaram um contato oficial do Barcelona. Naquela época, era, talvez, a única opção plausível dada a cifra envolvida e o fato de que Neymar queria ir.

O presidente do Barcelona, ​​Josep Bartomeu, insistiu novamente em 20 de julho que Neymar não estava disponível, mas nos bastidores, ele continuou a conversar com o PSG. O próximo passo foi envolver os jogadores do Barça.

No início de agosto, Gerard Piqué falou sobre a discussão entre Neymar e seus ex-colegas de equipe. O meia do Barça Carles Alena revelou que todo o vestiário queria o retorno do brasileiro. É uma estratégia inteligente: a partir daqui, os dois jornais da Espanha, Mundo Deportivo e Marca, encheram suas primeiras páginas com matérias sobre Neymar, realizando pesquisas e mostrando que fãs o queriam de volta - além do desejo de Lionel Messi.

O brasileiro viajou para a China com a equipe para a turnê de pré-temporada mas não jogou nem um minuto, embora tenha participado de atividades fora de campo, como o lançamento do uniforme. No luxuoso hotel Raffles, em Shenzhen, Neymar conversou muito com alguns de seus colegas de equipe, que tentaram convencê-lo a ficar. Em troca, ele expressou o quão confiante estava em ter jogado seu último jogo pelo PSG e que em breve, ao retornar à França, as coisas finalmente evoluiriam. E elas evoluíram.

Em 11 de agosto, Leonardo confirmou que as conversas com o Barcelona estavam mais avançadas. A postura dele não foi diferente: traga-me o que eu quero e Neymar será seu.

O que o PSG queria era simples: recuperar até os 222 milhões de euros que pagaram pelo jogador há dois anos. A verdade é que 200 milhões já teria sido ótimo, mas o clube deixou espaço para negociação. No entanto, Leonardo e o clube tinham dúvidas sobre a capacidade do Barcelona de pagar tudo isso. Eles já haviam gastado bastante com De Jong e Griezmann em 2019, deixando-os com pouca influência além de oferecer jogadores no acordo também. E Leonardo estava preparado para isso.

O Real Madrid também entrou na corrida. Isso foi uma bênção para o PSG, que esperava uma guerra de lances entre os dois gigantes da Espanha.

O Real Madrid estava mesmo interessado em Neymar?

O Real nunca esteve muito longe da conversa, mas nunca chegou muito perto também. O presidente do clube, Florentino Pérez, ficou empolgado pela chance de tirar o Neymar do Barcelona. Afinal, era um sonho de longa data para ele. Quando tinha 14 anos, Neymar treinou no Bernabéu e o Real acreditava que ele jogaria lá antes de o Barcelona agir mais rápido e contratar o brasileiro. O interesse deles parecia ser de vingança, um desejo de não apenas contratar um dos melhores jogadores do mundo, mas também de dar o troco no Barcelona.

Em 12 de julho, surgiram histórias sobre conversas entre diretores do Real e o estafe de Neymar. Vale mencionar que o presidente do Real Madrid tem um bom relacionamento com Al Khelaifi, e que ele preferiria vender Neymar ao Real Madrid em vez de deixá-lo ir para o Barcelona.

No entanto, o Real só entrou na corrida em 6 de agosto. Eles acreditavam que seria difícil conseguir fechar um acordo por Paul Pogba com o Manchester United e, portanto, Neymar seria a segunda opção dos Merengues. Com o passar do tempo, eles se sentiram mais confiantes de que poderiam fazer uma boa oferta, fosse um acordo envolvendo outros jogadores ou apenas dinheiro.

Acontece que o Real Madrid nunca fez uma proposta oficial. O PSG estaria interessado em contar com Vinícius Júnior como parte do acordo, mas isso trouxe uma rejeição imediata de Pérez.

Por que o Real não fez uma oferta adequada? Eles pensaram que isso prejudicaria suas chances de conseguir o Mbappé na próxima janela? Ou eles apenas queriam incomodar seus maiores rivais?

Estranhamente, os dois clubes mantiveram contato constante durante os 10 dias finais da janela de transferências, criando um acordo que enviou Keylor Navas para a França. Mas nada de Neymar. Tudo estava estranho.

Barcelona e PSG não chegam a um acordo

Em 11 de agosto, o PSG venceu o Nimes no Parc des Princes no primeiro jogo da Ligue 1 da temporada 2019-20. Neymar não esteve em campo, mas o mais importante não foi a vitória ou a atuação do time: foi o ódio demonstrado pelos torcedores do PSG em relação a Neymar. Eles o insultaram e estenderam faixas demonstrando sua vontade. Algumas semanas antes, Neymar havia dito que a sua melhor lembrança do futebol era a "Remontada" (virada) do Barcelona contra o PSG na Champions League.

As coisas entre Neymar e PSG estavam ruins - Leonardo também. Os dois homens, o pai e a comitiva do jogador pararam de se olhar nos olhos. O diretor esportivo pode ser duro e curto, recusando-se a ser intimidado ou superado. O PSG rejeitou a primeira oferta do Barcelona, ​​recebida em 13 de agosto, após um primeiro encontro entre os dois clubes, que incluiu uma troca envolvendo Philippe Coutinho e Ivan Rakitic. Após três horas de negociações, o PSG não ficou satisfeito com o que os catalães estavam oferecendo.

As negociações continuaram, mas sem um avanço, o que frustrou Leonardo e Neymar, e com apenas duas semanas restantes na janela de transferências, as negociações ficaram ainda mais tensas.

O PSG estava confiante naquele momento de que o Barcelona não podia pagar aquilo que queriam por Neymar. Eles acreditavam que a alavanca era toda deles, e para tornar essa vantagem ainda maior, Leonardo começou a reconstruir seu relacionamento com o estafe do brasileiro. Neymar ainda queria ir embora, mas suavizou sua posição a tal ponto que ficar não seria mais um problema. Além disso, o PSG falou que o aceitaria de volta.

Em 20 de agosto, o Barcelona propôs um contrato de empréstimo com a obrigação de compra na janela seguinte. O PSG nem respondeu, considerando a abordagem do clube espanhol "vergonhosa".

O Barça tentou abordagens diferentes. Eles consideraram incluir Ousmane Dembélé no acordo. Thomas Tuchel estava ansioso para trabalhar com o Dembele novamente - haviam trabalhado juntos no Borussia Dortmund - mas o francês não quis sair de Barcelona.

O dinheiro também ainda era um problema, pois o Barça não tinha o suficiente. Em 27 de agosto, houve uma segunda reunião em Paris, desta vez na sede do PSG. Diferentes opções foram discutidas, como um valor de 170 milhões de euros + Rakitic e Dembélé, mas não havia consenso sobre como e quando o pagamento seria feito ou o valor de cada parcela.

Enquanto o Barcelona estava mais otimista, os campeões franceses ainda estavam muito céticos. Dembélé ainda não estava interessado em deixar o Camp Nou e em particular, o PSG estava quase convencido de que o acordo não iria acontecer. Havia mais uma reunião planejada, em 29 de agosto, em Mônaco, antes do sorteio da fase de grupos da Champions League.Os dois presidentes, Al-Khelaifi do PSG e Bartomeu do Barcelona, ​​estavam presentes, mas Leonardo permaneceu em Paris com a equipe. Nada significativo poderia acontecer na sua ausência, e a decisão demonstrou a descrença do PSG.

Em 14 de julho, no anúncio de Griezmann, Bartomeu explicou que era necessário um empréstimo de 35 milhões de euros para pagar o total de 120 milhões de euros. Se eles mal podiam pagar por Griezmann, como ainda estavam cogitando Neymar?

"Estamos falando de um dos maiores jogadores do mundo", disse uma fonte. "Se você o quer e tem o dinheiro, paga e pronto. Se não puder pagar, diga e saia do caminho".

"Você não desperdiça o tempo das pessoas".

O fim da saga Neymar

Dois incidentes complicariam tudo.

Em 15 de agosto, Bartomeu teve a chance de se encontrar com Al-Khelaifi na Associação de Clubes Europeus (o grupo que representa os clubes da Uefa) em Liverpool, mas decidiu não comparecer no último minuto.

Dois dias depois, o Barcelona concordou em emprestar Coutinho ao Bayern de Munique, apesar de ele ser um dos jogadores que o PSG estava disposto a incluir em um acordo para Neymar. Isso marcou um grande passo para trás nas negociações. Mais tarde, em 17 de agosto, os campeões espanhois perderam Suarez e Dembélé por lesão e foram derrotados na estreia de LaLiga pelo Athletic Bilbao, após um gol de Aritz Aduriz nos acréscimos.

Depois que a oferta de empréstimo foi rapidamente rejeitada pelo PSG, ela voltou à tona para os catalães quando Eric Abidal assumiu as negociações do lado do Barça. Ele tentou convencer Dembélé a fazer parte dp negócio, mas o francês e seu agente, Moussa Sissoko, recusaram tudo.

Apesar do pouco progresso, houve um vislumbre de esperança após a segunda reunião em Paris, em 27 de agosto. Após seu retorno à Catalunha, Javier Bordas, um dos diretores do Barça, disse à imprensa que o clube estava "mais próximo" de trazer Neymar de volta.

Zahavi, o agente que tentou negociar o acordo, está em constante contato com os dois clubes e o estafe de Neymar. Apesar de todos os seus esforços e de uma conversa final entre Bartomeu e Al-Khelaifi, em Mônaco, em 29 de agosto, um acordo nunca foi fechado.

No final, o Barcelona gastou muito tempo e energia perseguindo um jogador que eles nunca foram capazes de ter.

A saga retornará em 2020?

A reabilitação está sendo feita em Paris. Neymar será trazido de volta à equipe e ao PSG. Ele tem muito trabalho a fazer para reconstruir seu relacionamento com a torcida, mas não se engane:se estiver em forma, Neymar será um grande trunfo para esse time. Agora cabe a ele recuperar sua saúde, esquecer o que poderia ter sido (ou deveria ter sido no Barcelona), deixar as lesões para trás e finalmente ser um verdadeiro sucesso em Paris.

Para o PSG, no que diz respeito ao marketing e esportivamente, obviamente é melhor ter do que não ter Neymar. O objetivo deles será esquecer o que aconteceu e recomeçar, mesmo que seja apenas por esta temporada.

No momento, ninguém dentro do PSG sabe qual será o próximo passo do Barcelona ou quando ele vai acontecer. Eles voltarão para buscar Neymar em janeiro? Parece improvável ter sucesso com uma transferência tão complicada no meio da temporada, mas uma retomada de negociações parece muito provável no início da próxima temporada. Suárez terá 33 anos, com apenas um ano de contrato, enquanto Messi também será um ano mais velho. Assim, faria mais sentido ainda ter Neymar de volta.

Se você gostou desta saga, prepare-se para uma repetição na próxima janela, onde apenas Neymar e Barcelona estarão torcendo por um final diferente.