<
>

Reforço do Atlético-MG, Wilson foi cria no Fla, é o 4º maior goleiro artilheiro do Brasil e trabalhou em bar

play
Técnico do Atlético-MG tira culpa de goleiro que falhou em derrota para o Corinthians (0:33)

Rodrigo Santana elogiou a partida feita por Cleiton, que fez ótimas defesas na partida (0:33)

Reforço do Atlético-MG para a sequência da temporada, Wilson é um goleiro que não se limita a defender a meta. Com 13 gols, ele é o quarto arqueiro que mais balançou as redes no futebol brasileiro. O jogador está apenas atrás de Thiago (ex-Vasco e Portuguesa), Márcio (ex-Atlético-GO) e Rogério Ceni (ex-São Paulo).

Criado na Vila da Penha, no Rio de Janeiro, ele teve como primeiro ofício ajudar o pai no bar da família.

"Quando não estava estudando, ajudava ele. Mas nunca foi meu emprego fixo. Era no condomínio onde a gente morava, no playground do prédio. Iam os familiares, os moradores do condomínio, nada fora do normal", contou, em entrevista ao ESPN.com.br, em 2016.

O goleiro, guarda grandes recordações de seu primeiro trabalho.

"Eram sempre histórias boas, amizades que a gente fez e leva até hoje. Como toda reunião assim, sempre falando de futebol, brincando de futebol. O pessoal sempre me apoia bastante e até hoje me acompanha", lembrou.

Mesmo auxilando a família, o destino de Wilson foi debaixo das traves.

"Quando eu comecei a jogar futebol e futsal, sempre fui goleiro. Lógico que brincava um pouco na linha também. Geralmente, falam que goleiro é o cara ruim que sobra, que não tem muitas qualidades (risos). Eu acabei indo porque gostei mesmo. A gente procura ir na linha até para trabalhar um pouco com o pé, porque é importante para um goleiro trabalhar também com os pés hoje em dia", comentou, antes de garantir qualidade no ataque.

"Faço meus gols, sim. Eu fico mais na frente. Estou sempre fazendo meus golzinhos no rachão (risos)", gargalhou.

Arqueiro titular por onde passou, ele só não conseguiu se firmar na equipe que o revelou, o Flamengo. Mas ele tem uma razão: logo quando subiu das categorias de base, teve de disputar posição com ninguém menos que Júlio César, seu grande ídolo na posição.

"Sempre me espelhei muito nele, desde a base, é um grande goleiro. Não à toa chegou onde chegou. Sempre foi um grande companheiro no dia dia. Contribuiu bastante no meu crescimento como profissional", recordou.

O arqueiro fez sete jogos pelo profissional do Flamengo e passou por Portuguesa-RJ, Olaria-RJ, e Figueirense, no qual virou ídolo e marcou seus três primeiros gols: dois de pênalti e um de falta.

Após fazer 331 partidas pelo time de Florianópolis, ele se transferiu ao Vitória, em fevereiro de 2013. Dois anos depois, foi ao Coritiba, no qual venceu o Paranaense de 2017 e anotou 10 gols.

O mais emblemático deles foi contra o Rio Branco em casa pelo Estadual de 2016. Aos 50 minutos do segundo tempo, ele pulou mais alto que os zagueiros adversários e ainda contou com um leve desvio para fazer de cabeça o gol de empate.

Além disso, Wilson pegou um total de 14 penalidades pelo Coxa. Em 2019, ele atuou 19 vezes, tendo sofrido 18 gols. O goleiro ainda balançou as redes duas vezes - em cobranças de pênaltis - na temporada.

Ele era titular da meta até o dia 16 julho este ano, quando se machucou e deu lugar a Alex Muralha.

Wilson chega com um contrato de empréstimo até o final do ano com a equipe alvinegra, já que Victor está fora desde o final de julho por conta de uma tendinite no joelho esquerdo. O atual titular da posição é o jovem Cleiton, que está servindo a seleção olímpica até o dia 9 de setembro.