As possíveis conquistas da Copa Sul-Americana e do Campeonato Brasileiro fariam de 2019, a despeito das dificuldades técnicas do elenco - e financeiras do clube -, um dos anos mais vencedores da história do Corinthians no futebol, com três troféus de grande importância.
No que diz respeito a um recorte por décadas de vida, entretanto, as duas conquistas apenas "choveriam no molhado": a década de 2010 já é a mais vitoriosa da história do clube alvinegro, com ou sem os troféus que ainda disputa.
O segundo Mundial (2012), a tão sonhada Copa Libertadores (2012), a Recopa Sul-Americana, três Brasileiros (2011, 2015 e 2017) e quatro Paulistas (2013, 2017, 2018, 2019) totalizam dez taças de primeira linha - podendo chegar a 12.
As décadas de 1990 e 2000 tiveram nove conquistas cada.
Assim, o Corinthians, que enfrenta hoje o Atlético-MG em sua Arena, às 19h, ganhou, em dez anos, o que alguns clubes tradicionais do futebol brasileiro não ganharam em suas histórias.
Mas o que deveria ser motivo apenas de orgulho e comemoração acaba prenunciando uma preocupação com o futuro.

FINANÇAS
Com dívidas se acumulando, fluxo inconstante de receitas e incertezas quanto ao pagamento das parcelas para quitação dos gastos com a construção da Arena Corinthians, em que pese o iminente acordo com a Odebrecht, a década de 2020 aparece, por enquanto como uma incógnita financeira.
As dificuldades financeiras do clube se agravaram em 2019. O déficit neste ano já ultrapassa R$ 100 milhões, e o clube já descarta terminar o ano no azul.
Segundo o Globoesporte, fontes no clube afirmam que o passivo corintiano saltou de R$ 469 milhões no fim de 2018 para R$ 637 milhões em julho deste ano. Ao contrário do que fez em 2018, o Corinthians não vem divulgamento mensalmente os balancetes financeiros em seu site oficial.
É evidente que esse "buraco" vai impactar ao longo da década.
Certeza, por enquanto, no que diz respeito à década, só mesmo quanto ao fornecedor de material esportivo. Fechado com a Nike até 2029, o clube tem na multinacional norte-americana seu mais longevo e fiel parceiro.
A Nike paga, anualmente, aproximadamente R$ 24 milhões ao clube. No momento da renovação, em dezembro de 2017, a marca norte-americana também repassou ao Timão R$ 25 milhões de luvas.
Como patrocinador máster, o clube anunciou, em janeiro deste ano, a chegada do BMG. O banco e o clube assinaram vínculo por duas temporadas, ou seja, até dezembro de 2020.
Além do patrocínio máster, o Corinthians também tem os seguintes anunciantes: Konami (R$ 4,5 milhões anuais, até agosto de 2020), Positivo (R$ 8 milhões anuais, mais participação nos lucros, incerto para 2020), Joli (R$ 4 milhões, até o fim de 2020), Universidade Brasil (R$ 8 milhões, até o fim de 2020), Postos Ale (R$ 3 milhões, até março de 2020) e Poty (R$ 5 milhões, até o fim de 2020).
POLÍTICA
No que diz respeito à política interna, as incertezas também se estabelecem. 2020, afinal, trata-se de um ano com eleição para presidente.
A vitória de Andrés Sanchez no pleito de 2017 - assumiu em 2018 - foi a quinta do grupo "Renovação e Transparência", que chegará a 13 anos de poder no clube ao fim do mandato em curso (Mário Gobbi e Roberto de Andrade foram os outros candidatos do grupo eleitos presidentes).
Com mandato até o fim de 2020, Andrés é hoje a maior e quase única grande referência política em plena atividade no clube.
Duílio Monteiro Alves é visto como sucessor natural de Sanchez e virtual candidato da situação. Mas faltam a ele o carisma, traquejo, habilidade política e, principalmente, a história vitoriosa do atual mandatário alvinegro.
Paulo Garcia, Antônio Roque Citadini, Felipe Ezabella e Romeu Tuma Júnior, candidatos derrotados por Sanchez em 2017, têm hoje atuação muito branda - que deve se intensificar à medida que o próximo pleito se aproximar, em novembro, é claro.
Existe ainda a hipótese de uma manobra estatutária que permitiria a Andrés concorrer a mais um mandato no clube. Mas o próprio Andrés, ao menos em público, rechaça a ideia.
CAMPO
O técnico Fabio Carille, cada vez mais ídolo da torcida, está contratado pelo clube até o fim de 2020. Mestre em extrair rigor tático defensivo dos seus jogadores, o técnico sabe como poucos na atualidade fazer com que seus comandados sigam seus ensinamentos.
A veia vencedora de Carille é notória, e já se fez aparecer tantos em torneios de pontpos corridos (Brasileiro de 2017) quanto em mata-matas. Em Em 26 disputas eliminatórias, o técnico só caiu em três
No que diz respeito aos principais jogadores do time, a maior parte dos titulares têm vínculos mais longos. A exceção é Manoel, que joga no Timão emprestado pelo Cruzeiro.
Veja abaixo a situação contratual dos atletas:
GOLEIROS
Cássio – 31 de dezembro de 2022
Walter – 31 de dezembro de 2021
Caíque França – 31 de dezembro de 2020
Filipe – 31 de março de 2019
LATERAIS
Fagner – 31 de dezembro de 2022
Michel – 31 de dezembro de 2021
Danilo Avelar – 31 de dezembro de 2022
Carlos Augusto – 31 de dezembro de 2021
ZAGUEIROS
Gil - 31 de dezembro de 2019 (renovável por mais três anos)
João - 31 de julho de 2021
Léo Santos – 30 de setembro de 2020
Pedro Henrique – 31 de dezembro de 2021
Manoel – 31 de dezembro de 2019** (empréstimo)
Bruno Méndez - 31 de dezembro de 2023
VOLANTES
Ralf – 31 de dezembro de 2020
Gabriel – 31 de dezembro de 2020
Richard – 31 de dezembro de 2022
Ramiro – 31 de dezembro de 2022
Renê Jr. – 31 de dezembro de 2020
Júnior Urso -31 de dezembro de 2021
Matheus Jesus - 31 de dezembro de 2023
MEIO-CAMPISTAS
Sornoza – 31 de dezembro de 2022
Jadson – 31 de dezembro de 2020
Pedrinho – 31 de dezembro de 2020
Mateus Vital – 31 de dezembro de 2021
Ángelo Araos – 30 de junho de 2019 (com opção para renovar até 2023)
Régis - 31 de dezembro de 2019 (Emprestado)
ATACANTES
Mauro Boselli – 31 de dezembro de 2020 (opção para renovação por mais um ano)
Gustagol – 31 de dezembro de 2020
Vágner Love - 31 de dezembro de 2020
André Luis – 31 de dezembro de 2022
Clayson - 31 de dezembro de 2021
Janderson - 31 de dezembro de 2022
Everaldo - 30 de junho de 2023
