Quando o tema Brexit surgiu, um receio veio à tona para boa parte dos clubes ingleses, quanto à possibilidade de seus jogadores europeus se tornarem estrangeiros com a eventual saída da União Europeia. Porém, para o Sheffield United esta não seria uma preocupação tão grande assim.
Nesta Premier League, por exemplo, de todos os atletas que entraram em campo pelo clube, somente dois deles não são britânicos: os irlandeses John Egan (zagueiro) e Enda Stevens (lateral-esquerdo) – a dupla é titular sob o comando Chris Wilder, um dos oito técnicos ingleses desta edição do campeonato. Vale mencionar que os atacantes Callum Robinson e David McGoldrick, que defendem a seleção irlandesa, nasceram na Inglaterra.
Além dos nomes já mencionados, o único atleta que não era de Inglaterra, Escócia, País de Gales ou Irlanda do Norte que esteve relacionado para um dos três confrontos foi o bósnio Muhamed Besic, contratado por empréstimo junto ao Everton, após ter sido titular no Middlesbrough.
Esta é uma marca dos Blades que não vem de hoje. Em 2016-17, quando a equipe foi campeã da terceira divisão com 100 pontos, de todos os atletas que disputaram ao menos um minuto naquele campeonato, os dois únicos não-britânicos eram os meio-campistas irlandeses Samir Carruthers e Jay O'Shea, que tinham a condição de reserva e sequer ficaram no clube durante toda a temporada, totalizando 507 e 383 minutos, respectivamente.
Já na Championship 2017-18, em que o Sheffield terminou na décima colocação, foram novamente só dois jogadores fora da Grã-Bretanha utilizados na campanha. Samir Carruthers seguiu no elenco – e na condição de reserva, com apenas 413 minutos nos gramados. Já Enda Stevens foi titular absoluto e segundo com mais minutos em campo (3972).
Já em 2018-19, na campanha que acabou com o vice-campeonato da segunda divisão e a segunda promoção em três anos, o Sheffield viu dois nomes de fora da Grã-Bretanha atuando ao menos um minuto: Stevens e John Egan foram titulares. Além deles, também estavam no plantel os ingleses/irlandeses McGoldrick e Scott Hogan. Enquanto o primeiro foi peça fundamental na conquista do acesso, o segundo jogou só metade da temporada e sem tanta frequência, somando 433 minutos.
Para o retorno à Premier League após 12 anos, o Sheffield passou a ser um plantel mais globalizado. Se antes sempre contou só com dois nomes não-britânicos por temporada, para 2019-20 o clube pode ir além de Stevens, Egan e do também citado Besic. Isso porque os Blades contrataram o atacante francês/senegalês Lys Mousset, junto ao Bournemouth, por 11,1 milhões de euros, e o goleiro holandês Michael Verrips, ex-Mechelen.
Até o momento, o Chris Wilder, que está desde o meio de 2016 à frente do Sheffield, mandou praticamente a mesma escalação a campo nas três jornadas já disputadas: o goleiro Dean Henderson (inglês); os zagueiros Chris Basham (inglês), John Egan (irlandês) e Jack O'Connell (inglês); o lateral-direito George Baldock (inglês); o lateral-esquerdo Enda Stevens (irlandês); os meio-campistas Oliver Norwood (norte-irlandês/inglês), John Fleck (escocês) e John Lundstram (inglês); e os atacantes Callum Robinson (irlandês/inglês) e David McGoldrick (irlandês/inglês).
A única mudança se deu na última rodada, quando o time perdeu para o Leicester City por 2 a 1, em casa, após ter somado quatro pontos nos dois primeiros jogos. Com problemas físicos, Fleck não pôde ir a campo e acabou substituído pelo inglês Luke Freeman.
Agora, o britânico Sheffield United voltará a campo no sábado, quando visitará o Chelsea no Stamford Bridge, às 11h (de Brasília), pela quarta rodada da Premier League. A partida tem transmissão da ESPN Brasil e WatchESPN.
