<
>

Não é a primeira vez que Mano entrega cargo: veja o que aconteceu antes do Cruzeiro

Mano Menezes anunciou no domingo, depois da derrota do Cruzeiro para o Atlético-MG, por 2 a 0, que colocou seu cargo à disposição, caso a diretoria entendesse que era o momento de troca no comando. Não foi a primeira vez que isso aconteceu na carreira do técnico, que teve experiências semelhantes em Corinthians e Flamengo, com desfechos diferentes depois disso.

O primeiro caso aconteceu em maio de 2010, depois que o Corinthians, no ano de seu centenário, foi eliminado pelo Flamengo da Copa Libertadores. A direção alvinegra, porém, assim como a celeste agora, não aceitou o pedido de saída e, pelo contrário, renovou o contrato do treinador.

Andrés Sanchez também era o presidente corintiano na época, e a extensão do vínculo foi anunciada pelo então diretor de futebol Mário Gobbi. “O Corinthians renovou o contrato do Mano até 31 de dezembro de 2011. Estamos iniciando hoje um novo ciclo”, projetou o dirigente na ocasião.

O novo contrato, no entanto, não foi cumprido até o final. Isso por que, alguns meses depois, no final de julho daquele ano, Mano aceitou convite para se tornar treinador da seleção brasileira.

O primeiro trabalho de Mano depois de ser demitido da equipe do Brasil foi no Flamengo, em 2013. Só que a passagem durou pouco, exatos três meses e dois dias. Depois de uma derrota de virada para o Athletico Paranaense, por 4 a 2, no Maracanã, o técnico se demitiu.

“Acabo de ter uma reunião com todos e comuniquei oficialmente que não sou mais técnico do Flamengo. Primeiro informei ao Paulo Pelaipe. Depois do jogo, fiz o comunicado a todos os jogadores. Estávamos fechando um ciclo de quatro meses e senti no resumo do jogo de hoje que não consegui passar para esse grupo aquilo que penso de futebol. E quando é assim, é porque o técnico precisa sair. Com essa visão, tomei essa decisão difícil e inédita na minha carreira.”

Em 2014, Mano voltaria ao Corinthians e, em outubro, colocaria o cargo à disposição mais uma vez. Desta vez, depois de queda na Copa do Brasil, com goleada por 4 a 1 para o Atlético-MG.

A decisão veio depois de um protesto de poucos torcedores organizados no CT do Corinthians. "Eu comuniquei a ele (ao então presidente Mário Gobbi) que não vou abandoná-lo, mas disse para que ele ficasse à vontade se quisesse tomar outra decisão. É assim que acontece”, afirmou.

No Cruzeiro, Mano não sabe o que é vencer uma partida no Campeonato Brasileiro desde o começo de maio, quando viu seu time fazer 2 a 1 sobre o Goiás. Desde então, são dez jogos sem um triunfo sequer, com quatro empates e seis derrotas – a última no clássico diante do Atlético.

A sequência deixa a equipe celeste na zona de rebaixamento da Série A, em 17º lugar, com 10 pontos. Para piorar, na temporada, são sete jogos sem balançar as redes, recorde na história do clube – que também foi eliminado na última terça-feira da Copa Libertadores.