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Atlético-MG x Cruzeiro: Guilherme conta como foi viver os dois lados do clássico

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Fred reencontrará o Atlético-MG pelo Cruzeiro no clássico mineiro, neste domingo, no Independência, às 19h (de Brasília). Rever o ex-time pode trazer complicações com a torcida que antes o apoiava. É o que conta Guilherme, que passou por essa situação em 2004.

"Eu era um jogador de muita personalidade. Lógico que não foi fácil porque tinham muitas cobranças, mas eu era profissional", disse o ex-atacante, ao ESPN.com.br.

O ex-jogador, que marcou época ao lado de Marques, ficou quatro anos no time alvinegro. Foram 139 gols marcados em 205 jogos disputados e o bicampeonato mineiro conquistado, além do vice do Brasileiro, em 1999. Neste torneio, ele ganhou o Prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet como artiheiro (28 gols marcados) e melhor centroavante.

Após ir para a o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, em 2003, ele enfrentou problemas no país e resolveu voltar ao Brasil no ano seguinte. Seu destino foi Belo Horizonte, mas o clube foi outro: o Cruzeiro.

O centroavante foi campeão estadual, mas ficou apenas uma temporada na Toca da Raposa. Com alguns problemas físicos na passagem pelo time celeste, ele fez 14 gols em 39 jogos.

Hoje, Guilherme garante que conta com o carinho dos atleticanos mesmo com a passagem pelo maior rival.

"Foi uma relação difícil no começo e só mudou quando parei de jogar. Aí deu saudades (risos). E as pessoas não vivem mais o momento de estar jogando pelo rival e tempo cura a ferida", analisou.

Veja entrevista com Guilherme:

Como surgiu o Atlético-MG na sua vida?
Eu estava no Vasco e fui para o Atlético-MG porque o empresário Gilmar Veloz, que tinha feito algumas transferências minhas, levou o Velloso para o Atlético-MG. Eles precisavam de um centroavante e ele me indicou. Eu cheguei no segundo semestre do 1999 para o Brasileiro.

Como foi o Brasileiro para você?
Nós chegamos na final com um time bem limitado tecnicamente. Tanto é que no começo do campeonato boa parte da imprensa dizia que iriamos brigar contra o rebaixamento, mas o coletivo foi muito forte. Nisso, algumas individualidades foram destacadas. Fui o artilheiro do Brasileiro com 28 gols em 27 jogos, com uma média fantástica. Eu vivia melhor fase da minha carreia e fui chamado para a seleção brasileira.

Como era o Atlético-MG?
Eu peguei toda fase de transição do Atlético-MG como clube também. Não tínhamos nem local de treinamento e quando saí, em 2003, já tinham condições boas para trabalhar. Mas hoje está muito melhor.

Qual o jogo Atlético x Cruzeiro mais especial para você?
O clássico mais marcante foi o que vencemos por 4 a 2 nas quartas de final do Brasileiro de 1999. Eles eram favoritos e era um timaço.

E a sua passagem pelo Cruzeiro? Foi complicada a relação, chegou a sofrer algo com as torcidas?
Eu era um jogador de muita personalidade. Lógico que não foi fácil porque tinham muitas cobranças. Mas eu era profissional. As cobranças que sofri eram normais por tudo que tinha feito antes. Não teve nada fora de absurdo, andava por Belo Horizonte sem problemas.

Como ficou a relação com a torcida do Atlético-MG com o passar dos anos?
Foi uma relação difícil no começo e só mudou quando parei de jogar. Aí deu saudades (risos). E as pessoas não vivem mais o momento de estar jogando pelo rival e o tempo cura a ferida.

Mas qual time você se identifica mais?
O Atlético-MG é o clube que tenho mais identificação da carreira junto com o Rayo Vallecano.

Como você a situação do Fred, que saiu de um rival para o outro?
O Fred tem muita personalidade, joguei com ele em 2004 no Cruzeiro. Ele não vai sentir porque tem muita experiência.

Qual sua análise do clássico? O Atlético-MG defende uma invencibilidade no Horto...
Acho que o clássico é muito importante para as duas equipes, mas é mais ainda mais importante para o Cruzeiro. O time vem em um momento ruim pela eliminação dentro de casa e o futebol muito questionado por todos. O Cruzeiro chega mais pressionado.