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Najila, sobre caso Neymar: rotina, reclusão, tratamento, ex-marido e traição

Najila Trindade rompeu o silêncio pouco mais de um mês depois de sua última aparição pública, quando prestou depoimento à polícia civil. Para ela, o "Caso Neymar" está longe de chegar ao fim.

Em entrevista ao UOL Esporte, veiculada neste sábado, a modelo falou sobre as declarações de seu ex-marido, a rotina depois da acusação, que incluem reclusão e tratamento psicológico, além de dizer que não teve nenhum apoio.

Veja, abaixo, alguns trechos da entrevista de Najila:

Rotina

Estou me recuperando fisicamente, mentalmente e psicologicamente. Resolvi me afastar com meu filho, assim me recupero e privo-o dessa situação terrível que está me matando.

Reclusão

Não tenho saído muito, na verdade. Eu saí essa semana para conhecer umas escolas e matricular meu filho, comprar uniforme, materiais didáticos etc. Saio às vezes para ir ao mercado. Algumas pessoas reconhecem, batem foto, algo bem invasivo, inclusive. Umas sorriem, outras olham com indiferença, enfim, eu não observo muito.

Tratamento psicológico

Estou me tratando, sim. Reclusa não por dever nada, mas para me recuperar, porque os danos foram grandes. Estou passando, sim, no psiquiatra. Ele tem me ajudado bastante, porque eu não estava conseguindo administrar tudo isso que aconteceu, porque veio tudo ao mesmo tempo.

Ex-marido

Como eu disse, não vejo nada na internet. Desde que tudo isso começou, fiquei fora do ar, literalmente. Mas hoje várias pessoas me enviaram o link da matéria sob o título: "Não houve estupro", então eu acabei lendo. Achei desnecessário e até mesmo me gerou um certo repúdio quando eu li que Estivens era "testemunha-chave". Mas chave de quê?

Traição

"Sinto que se aproveitaram do meu desespero, do meu trauma e desorientação. O que me preocupa ainda mais como esse caso é tratado aqui no Brasil. De forma ignorante e desumana. Não tive apoio em nenhum momento, só porque se trata de uma celebridade com poder aquisitivo e econômico, circunstância esta que está me sufocando, e que posso afirmar, deve ser o mesmo grito de socorro sem eco da mulher que está sendo violentada agora, ou daqui há alguns minutos."