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Eles já foram os 'novos Zidanes': agora, estão desempregados

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Ex-Real Madrid, Danilo conta que Zidane é tão humilde que pede ajuda aos jogadores: 'Respeito gigantesco' (1:36)

Assista ao Resenha com Danilo e Rafael Cabral, na íntegra, no WatchESPN! (1:36)

Com o vazio causado no futebol francês pela aposentadoria de Zinédine Zidane, depois da final da Copa do Mundo de 2006, a imprensa e a torcida começaram a buscar um sucessor para um dos principais jogadores da história do país.

Muitos foram comparados a ele, mas os dois casos mais midiáticos foram Marvin Martin e Yoann Gourcuff. Jogadores como Faubert, o primeiro a usar a 10 da seleção francesa depois de Zizou, Kakuta e Ben Arfa foram outros que tiveram esta dura missão atribuída pela imprensa da França.

A elegância de Gourcuff no Bordeaux lembrava o jeito de Zidane jogar, e sua habilidade foi decisiva para o título do clube no Campeonato Francês da temporada 2008/2009 , que colocou fim à hegemonia do Lyon, heptacampeão consecutivamente entre 2002 e 2008.

O Lyon, inclusive, foi quem comprou Gourcuff, o transformando no jogador mais caro da história do clube, por 23 milhões de euros (R$ 96,4 milhões, na cotação atual). As lesões e a pressão psicológica, no entanto, conseguiram se sobressair ao talento futebolístico do francês. Depois de cinco temporadas no Lyon, voltou ao Rennes para tentar recuperar sua forma, mas não conseguiu se sobrepor aos obstáculos.

Mesmo no clube que o revelou para o futebol, Gourcuff não conseguiu render, e foi ao Dijon. Pouco tempo depois, deixou o time e está sem clube atualmente e só tem ofertas da terceira divisão francesa, segundo o jornal espanhol As.

Já Marvin Martin surpreendeu o Campeonato Francês na temporada 2010/2011, quando ajudou o Sochaux a conseguir uma vaga para a Europa League. A pressão sobre o jogador começou quando ele foi convocado para a Eurocopa de 2012.

Martin foi o sucessor de Eden Hazard no Lille, que o comprou por uma grande quantidade de dinheiro. Com uma ascensão meteórica, que o levou mais alto do que poderia dar, o atleta não conseguiu se converter no “Novo Zidane”. A pressão foi maior ainda para que ele fizesse os torcedores do Lille esquecerem Hazard, o que o jogador também não conseguiu. Em 2017, saiu também para o Dijon, assim como Gourcuff.

Lesionado muitas vezes, foi ao Stade Reims e conseguiu recuperar um pouco de seu futebol, mas nada comparado ao que já havia sido um dia. O baixo rendimento em 2019 causou a rescisão com o Reims, e o atleta não tem mais propostas. Aos 31 anos, pode estar pensando em se aposentar do futebol.