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Peres prevê parcerias para reforma da Vila Belmiro: 'Temos que pensar direito'

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Depois de apresentar o anteprojeto de retrofit da Vila Belmiro para os membros do Conselho Deliberativo do Santos junto do arquiteto Arthur Katchborian, o presidente José Carlos Peres concedeu entrevista ainda no auditório da Baixada Santista, onde se mostrou bastante satisfeito com a receptividade dos companheiros quanto ao que foi tratado. Além disso, comentou a previsão de parcerias para viabilizar o plano de concretização das reformas.

“Achei uma apresentação produtiva, de alguém que conhece muito bem o mercado de arquitetura, com uma boa receptividade dos conselheiros. Fizemos um debate do retrofit e, dessa forma, não chegamos aos mínimos detalhes. Os valores ainda são chutômetros. Temos que finalizar o projeto inteiro, ajustado ao número da capacidade do estádio de acordo com o nosso custo-benefício. Não adiante ter 50 mil de capacidade para 10 mil pessoas. Temos que pensar direito, porque você paga tudo”, disse.

“A parceria é uma das possibilidades. Toda a vez que a gente falava com alguém sobre o retrofit diziam que a gente tinha que apresentar algo. Hoje (quinta), deu para ver que há um modelo e vamos seguir uma linha. Pode ser com o Bolton Group, mas também com um esquema de settoring-name (nomeando setores do clube). O Banco Bolton se interessou pelo projeto e se mostrou disposto a apresentar um modelo de negócio”, completou Peres.

Apesar de não ter contado com a presença do CEO Roberto Diomedi, que foi à Europa acompanhar o nascimento do seu filho, o Bolton Group foi representado no evento por João Paulo Campos, diretor do grupo na América Latina. O representante, inclusive, ressaltou o desejo de investir na reforma da Vila Belmiro. Dentro da Vila, o projeto de retrofit prevê um anel quase completo térreo de arquibancadas. Em seguida, um anel superior, aproveitando a realocação do campo.

De acordo com o arquiteto, o projeto deixaria a Vila Belmiro com uma visibilidade completa e sem pontos cegos, com uma capacidade de 18.000 a 20.000 lugares e todos os lugares cobertos com um envoltório, que teria sua célula de mudança na Rua Princesa Isabel. O acesso seria realizado a partir de rampas, a fim de melhorar a densidade do público.

“Esse foi o primeiro encontro. Na semana que vem vai ter um para sócios inscritos. Depois vamos fazer um de maneira geral para quem estiver interessado em conhecer o empreendimento. Muita coisa vai acontecer daqui para frente”, analisou Peres.

“Vamos fazer esses debates e depois pensar o projeto, que envolve dinheiro. Temos dinheiro para fazer o projeto. Tudo começa no primeiro passo, com clareza, com uma empresa idônea. A etapa mais difícil é da construção do Estádio”, finalizou.