A Copa América tem uma linda e rica história. Afinal, é a mais antiga competição entre seleções de todo o planeta. Mas há também momentos bizarros nestes mais de 100 anos de torneio.
Na edição de 1937, por exemplo, o futebol ainda era semi-amador. Tanto é que a maioria das equipes levou apenas um uniforme de jogo para o certame, que foi disputado entre dezembro de 1936 e fevereiro de 1937, em Buenos Aires, na Argentina.
Sendo assim, foi preciso improvisar.
Quando o Brasil enfrentou o Peru, em 27 de dezembro de 1936, os dois escretes usavam camisas brancas.
Coube aos brasileiros encontrar uma solução, e a seleção acabou entrando em campo com o uniforme vermelho do Independiente.
Acabou dando sorte: Brasil 3 x 2 Peru, gols de Roberto, Afonsinho e Niginho.
A situação se repetiu alguns dias depois, em 3 de janeiro de 1937, no duelo entre Brasil e Chile.
Quando chegaram ao estádio, novamente as duas equipes notaram que só tinham camisas brancas. Dessa vez, os brasileiros vestiram o manto do Boca Juniors.
De azul e dourado, a seleção fez uma grande partida e ganhou por 6 a 4, com tentos de Luizinho (2), Patesko (2), Carvalho Leite e Roberto.
No restante da campanha, o Brasil conseguiu vestir seu uniforme normalmente nas vitórias sobre Paraguai e Uruguai e na derrota para a Argentina, na última rodada.
Com esse revés, a seleção foi obrigada a disputar um jogo desempate contra a Albiceleste para definir o campeão.
E deu Argentina: 2 a 0 na prorrogação e taça nas mãos.
