A partida desta quinta-feira, entre Brasil e Paraguai, pelas quartas de final da Copa América, pode ser a última de Everton Cebolinha na Arena do Grêmio. A “desconfiança”, como o próprio definiu, é do presidente tricolor, Romildo Bolzan Júnior, que torce, porém, pela permanência.
“Não creio, mas ao mesmo tempo desconfio. Tomara que não”, respondeu o dirigente ao ser perguntado sobre um eventual ao “adeus” do atleta, em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br.
“Não posso negar que essa situação do desempenho do Everton cria essa perspectiva, de sonhos... Todo mundo viaja. A imprensa viaja, o jogador viaja, a torcida viaja. A direção fica ali apreensiva, também viaja às vezes. Mas vou dizer assim: neste momento, não gostaria nem de pensar que aquele jogo que jogou recentemente tenha sido o último”, completou.
Com o Grêmio, a última aparição de Everton na Arena foi no último dia 29 de maio, quando ajudou a equipe a vencer o Juventude por 3 a 0 nas oitavas de final da Copa do Brasil.
Depois disso, se apresentou à seleção brasileira para a disputa da Copa América. No torneio, começou como reserva no time de Tite, mas ganhou a vaga de titular, já tendo marcado dois gols. Nesta quinta, contra o Paraguai, estará novamente entre os 11 iniciais.
Apesar da “desconfiança” da saída, Romildo ressaltou à reportagem que, até o momento, nenhuma proposta, ou mesmo sondagem, foi feita formalmente ao Grêmio. O clube espera um negócio atrativo tanto para o atleta, quanto para as pretensões financeiras tricolores.
Enquanto isso, o dirigente fica na torcida: “Quero que ele tenha um bom desempenho na seleção brasileira e não apareça ninguém para comprar ele por lá”, brinca.
Antes da Copa América, em amistoso contra Honduras, também em Porto Alegre, mas no Beira-Rio, Everton deixou seu futuro em aberto. Disse que, “dependendo do rendimento” no torneio, uma transferência podia ser “inevitável”.
Sua multa rescisória para o exterior é de 80 milhões de euros (quase R$ 350 milhões) e seu contrato com o Grêmio, dono de 50% dos direitos econômicos de uma eventual transação, vai até 2022.
