Japão rebate críticas por disputar Copa América e nega falta de respeito por time sub-23

Após o técnico do Paraguai, Eduardo Berizzo, reclamar da presença de Japão e Catar entre as seleções que disputam a Copa América, posição que ganhou coro depois com o treinador Rafael Dudamel, da Venezuela, o comandante do Japão, Hajime Moriyasu, rebateu neste domingo as declarações dos colegas de profissão.

Na opinião de Moriyasu, os japoneses foram convidados "há muito tempo" para participar da competição, e o que Berizzo e Dudamel pensam disso "não importa".

“Quanto a esses comentários dos treinadores de Paraguai e outros países, para mim é uma novidade. É a primeira vez que escuto isso, que há críticas quanto à nossa participação. Para mim não importa. É a opinião deles", disse.

"Nossa equipe, nossa comissão técnica e nossos jogadores estão preparados para participar dessa Copa América, torneio para qual fomos convidados há muito tempo. Viemos apenas para nos concentrar nas partidas e buscar a vitória em cada uma delas. É o único que tenho a dizer”, completou.

Questionado se aceitaria a situação contrário (seleções da Conmebol jogando a Copa da Ásia), o técnico nipônico acenou positivamente.

“Se é algo que os organizadores definirem, nós aceitaremos e seguiremos essa decisão, respeitando sempre. Se é algo natural, que foi definido com antecedência, é algo que temos que seguir", salientou.

"A possibilidade de participar da Copa América é algo muito importante para nós. É uma competição muito respeitada, com larga história, e nós fomos convidados. Ou seja: foi permitido a nós participar. E isso é muito bom para nós”, acrescentou.

Sobre a fala de Dudamel, que acusou o Japão de "falta de respeito" por ter trazido uma equipe quase toda sub-23 para a Copa América, Moriyasu deu sua justificativa.

“Sobre termos trazido jogadores mais jovens, o que foi um dos motivos que ocasionou esses comentários, eu explico que, quando fizemos a convocação para a Copa América, não pudemos conseguir a liberações de jogadores importantes, porque nossas equipes (da J.League) não estão obrigadas a liberar os jogadores [N.R.: pelo fato de ser um torneio Conmebol, e não AFC]", afirmou.

"Ou seja: muitos jogadores importantes não puderam estar presentes, por isso trouxemos jovens. Foi por isso que muitos jogadores importantes da seleção principal, que talvez vocês quisessem que estivessem aqui, não puderam vir, já que seus clubes não foram obrigados a liberá-los. Pedimos a liberação, mas não tivemos êxito”, lamentou.

“Então, considerando a seleção japonesa, talvez essa não seja a equipe mais forte que poderíamos apresentar em um torneio, mas estão aqui hoje os melhores que pudemos trazer, na opinião deste treinador. Essa é nossa posição: os melhores que pudemos trazer foram esses”, complementou.