A Copa América segue tendo problemas para encher os estádios durante os jogos – e vem sentindo isso também nos cofres, com prejuízos nas bilheterias. Mesmo assim, a Conmebol está feliz. Nesta quinta-feira, comemorou um aumento de público de mais de 15% em relação à edição de 2015, disputada no Chile.
"Apenas na primeira semana de jogo, com um total de oito partidas disputadas, o número médio de espectadores supera em 15,3% a Copa América do Chile, edição anterior com formato compatível. Desta forma, os estádios das cinco cidades-sedes do torneio tiveram uma média de 29,5 mil torcedores, contra os 25 mil de média no Chile", disse a Conmebol à agência Efe.
"São números que nos encorajam a continuar levando o futebol sul-americano cada vez a mais torcedores. Não temos dúvida de que esta será uma edição histórica do torneio, e os números já começam a apontar nesse sentido", completa o diretor de Competições de Seleções da Conmebol, Hugo Figueredo, referindo-se também à renda história do duelo de abertura.
Brasil x Bolívia, na primeira rodada, teve a maior renda do futebol sul-americano, superior a R$ 22 milhões, superando os R$ 15 milhões do jogo do Brasil contra o Chile, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, no Allianz Parque.
O problema é que, mesmo nesse jogo, havia muitos lugares vazios.
E o problema maior é que os outros jogos chegam a dar prejuízo.
Até agora, a Conmebol divulgou o borderô apenas das cinco primeiras partidas. A entidade só saiu no lucro com Brasil e Argentina em campo.
O duelo entre Venezuela e Peru, em Porto Alegre, deu prejuízo superior aos R$ 891 mil. Paraguai x Catar, no Rio de Janeiro, deixou as contas no vermelho em mais de R$ 1,3 milhão. O pior, porém, foi o jogo entre Uruguai e Equador, em Belo Horizonte: mais de R$ 1,6 milhão de prejuízo.
Brasil e Argentina consegue deixar os números no verde. A conta final do duelo da abertura deu um lucro de R$ 16 milhões, enquanto a estreia dos hermanos contra a Colômbia, em Salvador, ficou perto dos R$ 5 milhões.
