Em crise pelos resultados nos últimos amistosos e pela estreia com derrota por 2 a 0 para a Colômbia na Copa América 2019, a seleção da Argentina treinou a portas fechadas nesta segunda-feira, em Belo Horizonte, em preparação para frentar o Paraguai, nesta quarta-feira, no Mineirão.
Apesar de ter tentado esconder seu trainamento, a ESPN conseguiu observar boa parte dos trabalhos realizados pela Albiceleste no estádio Independência. Um dos momentos que mais chamou a atenção foi uma longa conversa do técnico Lionel Scaloni com seus comandados, antes de iniciar o treino físico e tático na sequência.
Esse é um indício de que um dos primeiros pedidos do treinador será uma mudança de atitude. Seu desejo é que a equipe jogue como no início do segundo tempo na Arena Fonte Nova, em Salvador, quando pressionou e chegou ameaçar a Colômbia, antes de levar o primeiro gol e desmoronar depois.
Quando a modificações na escalação, o certo é que apenas Lionel Messi e Leandro Paredes têm vaga garantida na segunda partida da fase de grupos, já que foram os únicos que escaparam das críticas mais pesadas na estreia.
A mudança que tem maior chance de acontecer é a saída de Ángel di María, que teve noite terrível em Salvador, para a entrada de Rodrigo De Paul, que foi um pouco menos pior.
Na lateral direita, Milton Casco pode ganhar a posição de Renzo Saravia, um dos piores em campo na Fonte Nova, enquanto Guido Pizarro pode entrar na vaga do xará Guido Rodríguez.
Scaloni ainda tinha o desejo de testar Roberto Pereyra, mas o meio-campista está treinando separado do elenco há dias, ainda em recuperação de uma lesão, e não tem ainda o ritmo ideal para um jogo desta intensidade.
Outro atleta que poderia ganhar chance era Marcos Acuña, pelo lado esquerdo do campo. No entanto, ele sofreu uma sobrecarga no músculo adutor e também passou a trabalhar separado para se recuperar, devendo ser desfalque.
Sergio Agüero, por sua vez, deve ser mantido, apesar de ter sido substituído por Matías Suárez contra os cafeteros.
O que o técnico argentino não quer é uma repetição do maior problema da era Jorge Sampaoli, que fazia trocas constantes na equipe e terminou por perder totalmente o vestiário e o comando dos jogadores.
Por isso, apesar das mudanças no 11 inicial serem prováveis, não seria de se estranhar se Scaloni usasse os mesmos titulares do jogo contra a Colômbia, de forma a tentar manter a moral sobre seus comandados.
Na terça-feira, a Argentina volta a treinar em Belo Horizonte, desta vez na Cidade do Galo, antes de fazer o reconhecimento do gramado do Mineirão, na parte da tarde. Depois, o treinador e mais um atleta concederão entrevista coletiva.
